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Saúde

Reganho de peso eleva associação com pensamentos suicidas em usuários de remédios para emagrecer

Pesquisa com adultos na Coreia do Sul encontrou relações entre o uso desses medicamentos, sintomas depressivos e comportamentos suicidas, sem provar causa e efeito.

Reganho de peso eleva associação com pensamentos suicidas em usuários de remédios para emagrecer

Pessoas que recuperaram 10 kg ou mais após usar medicamentos prescritos para emagrecer apresentaram chance 3,67 vezes maior de relatar pensamentos suicidas do que aquelas que ganharam de 3 kg a menos de 6 kg. O resultado faz parte de um estudo que também identificou associações entre esses remédios e problemas de saúde mental.

A pesquisa foi conduzida por pesquisadores do Asan Medical Center e da University of Ulsan College of Medicine. Foram avaliados dados de 27.741 adultos com 19 anos ou mais, coletados entre 2013 e 2022 pela Pesquisa Nacional de Saúde e Nutrição da Coreia. Entre os participantes, 846 — 3% — disseram ter usado medicamentos prescritos por médicos para perder ou manter o peso.

Resultados sobre saúde mental

Sintomas depressivos foram relatados por 22,1% dos usuários, contra 11,4% dos participantes que não usaram os medicamentos. Já os pensamentos suicidas apareceram em 9,9% do primeiro grupo e em 4,5% do segundo.

Depois de considerar idade, sexo, renda, escolaridade, estado civil e percepção da própria saúde, o uso dos remédios continuou associado a chances 93% maiores de sintomas depressivos e a uma chance 2,68 vezes maior de pensamentos suicidas. Também houve relação com procura por aconselhamento de saúde mental, planejamento e tentativa de suicídio.

As mulheres correspondiam a 92,4% dos usuários. Na análise por sexo, as associações foram significativas entre elas, mas não entre os homens. Os pesquisadores recomendaram cautela nessa comparação por causa do pequeno número de usuários do sexo masculino.

O aumento de peso também foi relacionado, de forma progressiva, à procura por aconselhamento de saúde mental, pensamentos suicidas, planejamento e tentativa de suicídio. Para sintomas depressivos, essa tendência não foi estatisticamente significativa.

Limitações

Publicado no Korean Journal of Family Practice, o estudo não avaliou especificamente medicamentos agonistas do receptor de GLP-1. Além disso, o trabalho foi observacional e transversal, portanto não estabelece relação de causa e efeito.

Os autores afirmam que frustração com o tratamento, insatisfação corporal, pressão social e menor percepção de controle sobre o peso podem contribuir para os resultados. Novas pesquisas, com acompanhamento ao longo do tempo e identificação dos medicamentos usados, serão necessárias para esclarecer as associações.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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