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Saúde

Retatrutida reduz até 20,8% do peso em pessoas com diabetes tipo 2

Estudo com 1.152 adultos mostrou perda de peso, melhora da glicose e efeitos colaterais gastrointestinais com a molécula experimental.

Retatrutida reduz até 20,8% do peso em pessoas com diabetes tipo 2
Foto: //Getty Images

A retatrutida reduziu em até 20,8% o peso corporal de pessoas com obesidade e diabetes tipo 2 após 80 semanas de tratamento, segundo estudo publicado na revista The Lancet e apresentado em congresso da Associação Europeia para o Estudo da Diabetes, em Milão. Cerca de 40% dos participantes que receberam as doses de 9 e 12 miligramas atingiram níveis de glicose abaixo da faixa usada para identificar diabetes.

A molécula experimental da Eli Lilly é chamada de agonista triplo porque imita os hormônios GLP-1, GIP e glucagon. O estudo TRIUMPH-2 acompanhou 1.152 adultos de oito países, incluindo o Brasil. Os participantes tinham peso médio de 106 quilos, obesidade havia cerca de 21 anos e diabetes havia quase seis. Eles receberam, por sorteio, uma injeção semanal de placebo ou de retatrutida nas doses de 4, 9 ou 12 miligramas.

Perda de peso e glicose

Na análise dos participantes que seguiram o tratamento conforme prescrito, a perda média de peso foi de 12,7% com 4 mg, 19,1% com 9 mg e 20,8% com 12 mg. No grupo placebo, a redução foi de 4%. Na dose máxima, isso representa cerca de 22 quilos para uma pessoa de 106 quilos. Entre os participantes com maior grau de obesidade, a queda chegou a 23,4%.

Com 12 mg, 82% perderam pelo menos 10% do peso, 67% perderam mais de 15%, 52% ultrapassaram 20% e 35% perderam um quarto ou mais do peso inicial. No placebo, os índices foram de 16%, 6%, 2% e 1%, respectivamente.

A hemoglobina glicada, que indica a média de açúcar no sangue dos últimos três meses, caiu 1,4 ponto com 4 mg, 1,6 com 9 mg e 1,5 com 12 mg. No placebo, a queda foi de 0,2. Com a maior dose, 86% terminaram abaixo de 7% e 79% chegaram a 6,5% ou menos. No grupo placebo, os resultados foram de 36% e 26%.

Cerca de 40% dos pacientes que receberam 9 ou 12 mg alcançaram glicada abaixo de 5,7%, contra 4% no placebo. Esse resultado depende do uso contínuo do remédio e não significa cura do diabetes.

Efeitos colaterais e limitações

Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais. A diarreia atingiu cerca de um terço dos pacientes nas doses mais altas, contra 13% no placebo. A náusea ocorreu em até 28%, ante 8%. A disestesia, descrita como sensação de ardor ou desconforto na pele, foi relatada por até 7% dos participantes, sem casos graves.

Houve três casos de pancreatite, todos entre os participantes que receberam retatrutida. O abandono do tratamento por efeitos adversos chegou a 12% na dose intermediária, mais que o dobro do placebo.

O estudo comparou a retatrutida ao placebo, e não à tirzepatida ou à semaglutida. Por isso, comparações diretas entre os medicamentos ainda não são possíveis. Em estudo semelhante com pessoas com diabetes tipo 2, a tirzepatida produziu perda de peso de 14,7%. Em pessoas sem diabetes, a retatrutida alcançou 28,3% no estudo TRIUMPH-1.

A retatrutida ainda não foi aprovada em nenhum país, incluindo o Brasil. Produtos vendidos com esse nome pela internet ou em clínicas não têm registro na Anvisa, sem garantia de conteúdo ou pureza. Ainda não há previsão de lançamento no Brasil ou em outros países.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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