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Saúde

Hospital de Porto Alegre oferece teste sanguíneo para investigar Alzheimer

Exame aprovado pela Anvisa detecta a proteína p-tau217 e só deve ser solicitado para pacientes com sinais de comprometimento cognitivo.

Hospital de Porto Alegre oferece teste sanguíneo para investigar Alzheimer
Foto: Reprodução/Getty Images

O exame de sangue oferecido pelo Hospital Moinhos de Vento detecta a proteína p-tau217, um marcador associado a alterações biológicas relacionadas à doença de Alzheimer. O teste pode fornecer informações adicionais na investigação de pacientes com sinais de comprometimento cognitivo.

A análise não é indicada para rastrear pessoas sem sintomas. A solicitação depende de prescrição médica e deve ser feita para pacientes que já estejam em avaliação especializada. O resultado precisa ser interpretado junto dos sintomas, do histórico de saúde, da avaliação das funções cognitivas e de outros exames, quando necessário.

Entre os sinais que podem motivar a investigação estão perda de memória, principalmente de acontecimentos recentes; dificuldade para encontrar palavras ou acompanhar conversas; problemas de orientação no tempo e no espaço; e alterações cognitivas que afetam as atividades cotidianas.

Uso e acesso ao teste

O hospital começou a oferecer o exame nesta quinta, 15. A instituição, localizada em Porto Alegre (RS), é a primeira do país a disponibilizar o teste aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Neste momento, o serviço é privado e exige prescrição médica.

O Hospital Moinhos de Vento prevê ampliar o acesso em 2026. A possibilidade inclui a participação de planos de saúde e do Sistema Único de Saúde (SUS), por meio de parcerias relacionadas ao Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do Sistema Único de Saúde (PROADI-SUS).

Pessoas e instituições interessadas podem obter informações pelo telefone ou WhatsApp (51) 98039-7220.

Limites da investigação

A identificação da p-tau217 pode ajudar o médico a avaliar se os sintomas são compatíveis com Alzheimer, mas não determina sozinha o diagnóstico. Eduardo Zimmer, head de Pesquisa da Unidade de Neurociência do hospital e responsável pela implementação do exame, afirmou que as validações e os estudos laboratoriais tiveram resultados positivos. “as nossas análises demonstraram alta acurácia do exame na identificação das placas de beta-amiloide”, disse.

A investigação também pode envolver punção lombar, para coleta do líquido cefalorraquidiano, e tomografia por emissão de pósitrons, usada para avaliar depósitos de amiloide no cérebro. O exame de sangue é uma alternativa menos invasiva para parte desse processo.

Em maio de 2025, a FDA autorizou nos Estados Unidos a comercialização do Lumipulse G pTau217/β-Amyloid 1-42 Plasma Ratio, desenvolvido pela Fujirebio Diagnostics. O dispositivo analisa a relação entre p-tau217 e beta-amiloide 1-42 no plasma e foi autorizado para adultos com 55 anos ou mais que apresentem sinais e sintomas de comprometimento cognitivo e estejam sob avaliação médica especializada.

A agência norte-americana orienta que o teste não seja usado como rastreamento da população em geral nem como diagnóstico isolado. Resultados falso-positivos ou falso-negativos podem levar a interpretações equivocadas e decisões clínicas inadequadas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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