São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Tecnologia

Anthropic relata uso do Claude em armas, espionagem e vigilância

Relatório descreve aplicações do chatbot em operações militares, ciberataques, vigilância e fraudes em vários países.

Anthropic relata uso do Claude em armas, espionagem e vigilância
Foto: Dado Ruvic/Reuters

A Anthropic afirmou, em relatório divulgado na quinta-feira (10), que usuários utilizaram o Claude para desenvolver armas, conduzir operações de espionagem digital, montar sistemas de vigilância e aplicar golpes. A empresa disse ter banido ou neutralizado várias contas envolvidas nas atividades.

Na China, um usuário ligado à Academia de Ciências Militares do Exército Popular de Libertação usou o chatbot para criar um sistema de guerra eletrônica capaz de classificar alvos e simular interferência de radar. O projeto incluiu 12 alvos em Taiwan, entre radares, baterias de mísseis e bases aéreas. Outros usuários no país pesquisaram sistemas antitorpedos para a Marinha chinesa e armas estrangeiras de micro-ondas de alta potência.

No norte do Iêmen, um grupo usou o Claude para desenvolver software para um foguete guiado, um míssil balístico com alcance de mais de 2.000 quilômetros e uma variante com veículo de planagem hipersônica. A Anthropic disse não ter encontrado evidência de arma operacional e afirmou: “Nossas salvaguardas bloquearam muitas de suas solicitações, mas não todas”.

A empresa também relatou o desenvolvimento, provavelmente na Rússia, de software para enxames de drones autônomos, além do uso do Claude por um gerente de compras para localizar intermediários na China e em Hong Kong e adquirir produtos europeus com possíveis aplicações militares. Entre os itens estavam magnetômetros alemães, wafers de grau espacial e sistemas de oxigênio para aviação.

Espionagem e vigilância

A Anthropic descreveu operações digitais contra cerca de 50 organizações, atribuídas a operadores de língua chinesa provavelmente baseados em Changsha. Também relatou phishing, invasão de redes Wi-Fi de hotéis e contas do WhatsApp contra alvos governamentais, militares e diplomáticos da Ucrânia, em atividade consistente com o grupo russo Midnight Blizzard.

Um operador ligado ao Irã usou dados públicos sobre militares, navios, aeronaves e imagens de satélite para recomendar alvos contra forças navais dos Estados Unidos. Outros casos envolveram a perfilagem de israelenses, norte-americanos e organizações da diáspora judaica.

Na China, o Claude teria sido usado para monitorar cardeais católicos, líderes cristãos de Taiwan, budistas tibetanos, dissidentes, ativistas e meios de comunicação estrangeiros. A Anthropic também identificou o rastreamento de uigures na Síria para obtenção de informações sobre unidades que haviam se juntado ao exército do país.

No Irã, a empresa afirmou ter banido 16 contas operadas por duas unidades ligadas a órgãos paramilitares e de segurança interna. No Mali, o sistema Lakana 360 teria sido criado para monitorar dados associados a cerca de 25 milhões de cartões SIM das três operadoras de celular do país.

O relatório ainda menciona cinco tentativas de apoiar o desenvolvimento de armas biológicas, incluindo pesquisas sobre chikungunya, gripe aviária, ortopoxvírus, venenos e toxinas. Em outro caso, uma operação sediada na China criou mais de 20 aplicativos de namoro com mais de 4.700 personas de IA, que interagiram com pelo menos 25 mil usuários.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5