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Tecnologia

Estudo aponta vantagem para currículos avaliados pela mesma IA do recrutador

Experimento da Addleshaw Goddard e pesquisa preliminar indicam possível preferência por documentos elaborados com inteligência artificial.

Estudo aponta vantagem para currículos avaliados pela mesma IA do recrutador
Foto: Reuters

Candidatos que usam o mesmo modelo de inteligência artificial empregado por recrutadores tiveram probabilidade de 23% a 60% maior de chegar à pré-seleção em um estudo preliminar sobre contratações. A pesquisa simulou processos para profissionais de 24 ocupações, incluindo professores, consultores, chefs e engenheiros.

Os pesquisadores identificaram uma vantagem para quem utilizava a mesma tecnologia de IA do avaliador, em comparação com candidatos que apresentavam currículos produzidos sem esse recurso. O efeito foi maior em áreas de negócios, como vendas e contabilidade, e menor em setores como agricultura e automobilismo.

O experimento em um escritório

A possibilidade de que a IA favoreça textos produzidos por outras IAs também apareceu em um teste da Addleshaw Goddard. No início deste ano, o escritório recebeu 178 candidaturas para uma vaga de tecnologia em seu departamento de recursos humanos. Em uma oportunidade semelhante, um ano antes, haviam chegado talvez duas dezenas de currículos.

Funcionários reduziram os candidatos a cerca de uma dúzia e compararam sua avaliação com a de um agente configurado no Microsoft Copilot. O sistema recebeu informações sobre a vaga e sobre a experiência exigida em sistemas de RH, linguagens de programação e inteligência artificial.

As listas dos funcionários e do agente não coincidiram. A ferramenta deu destaque a currículos que descreviam resultados excepcionais em pouco tempo e participação em grandes projetos apesar da experiência limitada. Para a equipe, esses documentos pareciam ter sido escritos com auxílio de IA.

Katherine Rathbone, chefe de RH da Addleshaw Goddard, afirmou que o agente pode ter interpretado sinais de uso de IA no currículo como evidência de domínio da tecnologia. Ela também considerou a possibilidade de a ferramenta ter favorecido documentos com participação de IA na elaboração.

Limites e possíveis medidas

O estudo ainda passa por revisão antes da publicação em uma revista científica com avaliação por pares. Jiannan Xu, um dos autores, disse que análises atualizadas continuam indicando que os modelos de IA “demonstram um comportamento de favorecimento a si próprios”.

De acordo com os resultados, o viés pode ser reduzido em mais da metade quando os modelos são orientados a ignorar a origem dos currículos e avaliar apenas o conteúdo. Outra estratégia é combinar vários modelos para reduzir a influência de uma única ferramenta.

Na Addleshaw Goddard, a escolha para a vaga de tecnologia foi feita por seres humanos, e o candidato selecionado não era o primeiro colocado pelo agente. Para Rathbone, as ferramentas têm potencial no recrutamento, mas o julgamento humano continua importante.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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