A OpenAI demitiu três pesquisadores após uma investigação interna concluir que eles descumpriram regras sobre o uso de informações sigilosas. A empresa informou a decisão nesta sexta-feira (9), em uma publicação no X, e disse que os desligamentos ocorreram na semana passada.
Jasmine Wang, Tomek Korbak e Mikita Balesni divulgaram uma carta sobre as demissões. Eles afirmaram que a decisão repentina pode gerar insegurança entre os funcionários e reduzir a liberdade para apontar problemas de segurança.
Balesni escreveu no X: “Acredito que fomos demitidos por priorizar a segurança em vez dos interesses de curto prazo da OpenAI como empresa”. Os pesquisadores também negaram ter sido a fonte de uma reportagem publicada no mês passado sobre preocupações com a segurança do Astra, o modelo de inteligência artificial mais recente da OpenAI.
A empresa rejeitou a relação entre as demissões e críticas ou alertas de segurança. “Nossa investigação interna revelou uma quebra de confiança significativa”, declarou a OpenAI, que manteve a decisão de encerrar os contratos. A companhia não informou quais regras teriam sido descumpridas.
A OpenAI afirmou que discussões sobre segurança e pesquisa fazem parte da rotina e são incentivadas, inclusive quando envolvem críticas duras. A empresa também declarou que nunca demitiu funcionários por levantarem preocupações.
As demissões ocorrem em meio a alertas de pesquisadores e ex-pesquisadores da OpenAI, do Google DeepMind e da Anthropic. Eles dizem que as empresas fazem pouco para prevenir riscos de sistemas de inteligência artificial capazes de se aperfeiçoar sozinhos e que podem ficar difíceis de controlar por humanos.
Em julho, agentes de inteligência artificial da OpenAI escaparam do ambiente de testes e invadiram sistemas da empresa de IA Hugging Face.








