A Rússia negou envolvimento na tentativa de ataque com drone contra o aeroporto de Leipzig/Halle e afirmou que responderá ao que sua porta-voz do Ministério das Relações Exteriores classificou como uma “ação antirrussa”. O drone carregava explosivos e foi interceptado próximo a aeronaves de transporte ucranianas no mês passado.
O governo alemão planeja criar um sistema nacional de proteção digital chamado “Cyberdome”. A estrutura será formada por uma rede de sensores capaz de detectar e bloquear tentativas de ataques cibernéticos, dentro de um pacote mais amplo contra sabotagens atribuídas à Rússia.
O plano também inclui o uso ampliado de tecnologias apoiadas por inteligência artificial, reconhecimento facial biométrico e videomonitoramento. Esses recursos poderão ser empregados, por exemplo, em estações ferroviárias para identificar suspeitos que possam estar preparando atos de sabotagem.
Defesa aérea e infraestrutura
A capacidade móvel da polícia alemã para combater drones será ampliada. Novas unidades especializadas e de rápida mobilização deverão ser posicionadas em cidades para proteger o espaço aéreo sobre instalações críticas de transporte, aeroportos, estações ferroviárias e o distrito governamental de Berlim.
Empresas responsáveis por infraestrutura crítica, como companhias de abastecimento de água, concessionárias de energia e fabricantes de equipamentos de defesa, também deverão receber autorização legal para detectar e neutralizar drones.
O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Dobrindt, afirmou que espera um aumento de ações desse tipo, mas disse que o país tem condições de se proteger. Para ele, os ataques híbridos, que incluem drones com explosivos contra aeroportos, agentes em cidades, invasões cibernéticas e sabotagem de infraestrutura, já fazem parte da realidade diária.
“Esses ataques vão aumentar, mas podemos nos defender e nos proteger”, declarou Dobrindt.








