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Presidentes do TSE e da Câmara não comentam afastamento na PF

Kassio Nunes Marques e Hugo Motta participaram de evento na Câmara, mas não responderam sobre a decisão de André Mendonça.

Presidentes do TSE e da Câmara não comentam afastamento na PF

Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e Hugo Motta, presidente da Câmara dos Deputados, não comentaram nesta terça-feira (8) o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues. Os dois participaram de um evento na Câmara e não falaram com jornalistas antes ou depois da cerimônia.

A decisão foi tomada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio à crise com Alexandre de Moraes e às investigações sobre o envolvimento de Moraes com o ex-banqueiro preso Daniel Vorcaro, dono do liquidado Banco Master.

Durante o evento, Nunes Marques falou sobre a atuação conjunta das instituições para proteger o processo eleitoral brasileiro. “A confiabilidade das eleições brasileiras não repousa em um momento singular ou em um único mecanismo de segurança”, afirmou.

Motta destacou os 30 anos de uso das urnas eletrônicas no Brasil e defendeu que a população tenha mais conhecimento sobre o processo eleitoral. A exposição apresentada na Câmara mostra fases que vão da preparação dos equipamentos à totalização dos votos. “Foi o Congresso Nacional que estabeleceu as bases jurídicas que permitiram a modernização do processo eleitoral brasileiro”, disse.

Decisão no STF

Além de Andrei Rodrigues, Mendonça determinou o afastamento preventivo de Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal, e abriu um processo na corregedoria. A medida ocorreu durante a disputa interna entre Mendonça e Moraes, após a divulgação de conversas de Moraes com Daniel Vorcaro.

A decisão foi encaminhada ao plenário virtual da Segunda Turma do STF e recebeu apoio da maioria dos ministros. O julgamento, porém, foi suspenso depois de um pedido de vista de Gilmar Mendes, que ainda não tem prazo para apresentar o voto. Com isso, a proclamação do resultado está paralisada.

Peritos da Polícia Federal classificaram a decisão como uma “medida de excepcional gravidade” e defenderam que o caso seja analisado pelo plenário do STF, em vez de ficar restrito à Segunda Turma.

Em razão da crise, o presidente do STF, ministro Luiz Edson Fachin, adiou uma reunião com integrantes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) que trataria da situação envolvendo a Corte e seus ministros, principalmente Mendonça e Moraes.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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