SÃO PAULO — A Defesa Civil do Estado de São Paulo registrou 25 ocorrências relacionadas às condições meteorológicas desde as primeiras horas desta sexta-feira (11). O balanço informa 23 pessoas desabrigadas, 66 desalojadas e uma morte. Na capital, porém, a Defesa Civil também relatou o desmoronamento de um prédio na Penha, na zona leste, com ao menos dois mortos.
Os casos incluem alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos de terra, quedas de muros e danos em residências e estruturas. Em Sapopemba, uma residência desabou e deixou 24 pessoas desalojadas. No Jabaquara, duas moradias desabaram às margens de um córrego, enquanto outras oito foram interditadas por risco de desmoronamento. Ao todo, 14 moradores ficaram desalojados.
Chuva e ventos
Cotia teve o maior acumulado de chuva nas últimas 48 horas, com 151 mm. Na sequência aparecem Santo André, com 149 mm; Itapecerica da Serra, com 147 mm; Itararé e Sumaré, com 144 mm cada; Mauá, com 143 mm; São Paulo, com 138 mm; Poá, com 136 mm; Valinhos, com 134 mm; e Atibaia, com 129 mm. Os dados do Cemaden foram coletados neste sábado (12), às 6h05.
A maior rajada de vento, conforme dados atualizados às 5h00, foi registrada em Piraju, com 92,6 km/h. Também houve registros em Bauru, de 72,7 km/h; Dracena, de 66 km/h; Araçatuba, de 61,2 km/h; Paranapanema, de 60,5 km/h; Avaré, de 60,1 km/h; Itapeva, de 59,4 km/h; Campinas, de 59,3 km/h; e Piracicaba, de 58,7 km/h. Na capital, a maior rajada foi de 51,5 km/h.
A Defesa Civil enviou 15 alertas Cell Broadcast durante a noite e a madrugada para diferentes regiões do estado. Os avisos orientavam a população a buscar local seguro diante da possibilidade de chuva forte, rajadas intensas e granizo.
Em Pariquera-Açu, ventos derrubaram tendas no Centro de Eventos Imigrantes. Não houve vítimas, mas o local foi isolado e o evento foi cancelado. A Rodovia Régis Bittencourt permaneceu interditada no km 286 por causa de um ponto de alagamento. Também houve quedas de árvores em Jaú, Campinas, Pederneiras e Bauru.
Desde as 14h desta sexta-feira (11), a Defesa Civil mantém um Gabinete de Crise presencial no Centro de Gerenciamento de Emergências. As equipes acompanham as áreas afetadas e a evolução do tempo por meio de radares, satélites, descargas atmosféricas e observações de superfície. A população deve evitar áreas abertas, árvores, postes, estruturas metálicas e locais alagados, além de acompanhar os alertas oficiais.








