SÃO PAULO — O desabamento de um prédio na Penha, na zona leste de São Paulo, deixou seis mortos. O Corpo de Bombeiros encontrou na tarde deste domingo, 13, o corpo da menina que estava desaparecida e encerrou as buscas. Uma criança e um homem foram resgatados com vida e levados ao Hospital Municipal do Tatuapé - Dr. Cármino Caricchio.
O acidente aconteceu por volta das 2h de sábado, 12. A construção, de 11 andares, caiu sobre um imóvel vizinho. Entre os mortos está uma mulher grávida. Os bombeiros informaram inicialmente que oito pessoas estavam na casa atingida; em outro levantamento, disseram que nove moradores viviam no imóvel. Entre eles estava uma família boliviana, que também mantinha uma oficina de costura no local.
A operação durou mais de 24h e mobilizou dezenas de bombeiros, equipes da Defesa Civil e da Prefeitura, além de cães farejadores. Após a localização da última vítima, o local ficou sob responsabilidade das demais autoridades para perícia e outras medidas. A Defesa Civil interditou três residências no mesmo terreno e mantém equipes na região.
As causas do desabamento ainda não foram determinadas. De acordo com a corporação, não é possível atribuir o acidente somente às fortes chuvas que atingiram a cidade durante a madrugada.
Fiscalização da obra
A Prefeitura de São Paulo abriu uma apuração na Controladoria-Geral do Município (CGM) para investigar os procedimentos de fiscalização. A construção começou em 2019 sem alvará e passou por sucessivas fiscalizações da Subprefeitura Penha. O município aplicou multas, incluindo uma de R$ 119 mil, e determinou a interdição da obra. O pedido de alvará apresentado naquele ano foi negado.
Em 2021, a Procuradoria-Geral do Município recorreu à Justiça e obteve uma liminar para interromper imediatamente os trabalhos. Um novo projeto foi apresentado em 2022. O alvará concedido em agosto de 2023 condicionava a autorização à demolição da estrutura anterior. Em fevereiro de 2024, uma vistoria registrou em laudo o cumprimento da demolição.
A New Home Construtora, responsável pela obra, abriu uma investigação interna. A empresa disse que a movimentação de terra em um terreno vizinho será analisada como possível fator relacionado ao desabamento e afirmou que presta apoio às famílias atingidas.








