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Desabamento na Penha deixa seis mortos; sócio de construtora é preso

Bombeiros localizaram o corpo de uma menina de sete anos; Polícia Civil investiga irregularidades na obra.

Desabamento na Penha deixa seis mortos; sócio de construtora é preso
Foto: Folhapress

O desabamento de um prédio sobre uma casa na Penha, zona leste de São Paulo, deixou seis mortos. O corpo de uma menina de sete anos foi localizado pelos bombeiros na manhã deste domingo (13) e retirado no início da tarde.

Segundo Robson Mitsu, comandante do 3º Grupamento do Corpo de Bombeiros, a etapa de emergência foi encerrada. A remoção dos escombros ficará sob responsabilidade da Prefeitura de São Paulo.

As vítimas são Edelmira Titicayo Limachi, 26, seu marido, Brayan Gery Gutierrez, 29, Sergio Titicayo Limachi, irmão de Edelmira, Maria Elena Ramirez Titicayo, sua filha Shaira Diana Chinó Ramirez, 7, e Ana Lucia Ruiz Romero, 38. Cinco eram bolivianas e uma, paraguaia. Elas viviam havia nove anos no Brasil.

O imóvel atingido era uma residência e também abrigava uma oficina de costura. Um homem e uma menina de cinco anos foram resgatados com vida, com ferimentos leves, entre contusões e escoriações, conforme o governo estadual.

Prisão e investigação

A Polícia Civil cumpriu neste domingo um mandado de prisão contra um dos sócios-proprietários da construtora New Home. A identidade dele não foi divulgada. O homem foi levado ao 24º Distrito Policial (Ponte Rasa). Outros dois responsáveis pelo empreendimento ainda podem ser alvo de mandados de prisão. Os crimes investigados não foram informados.

A Polícia Civil também procura os donos da construtora para esclarecer irregularidades apontadas pela Prefeitura de São Paulo. O local será periciado após o fim da busca por desaparecidos. A Defesa Civil avalia se as fortes chuvas que atingiram a cidade podem ter contribuído para a queda.

A New Home afirmou anteriormente que não havia elementos para atribuir o incidente exclusivamente à construtora. O advogado da empresa disse que não se pronunciaria naquele momento.

Obra irregular

O prefeito Ricardo Nunes (MDB) afirmou que a obra começou em 2019 sem alvará e foi interditada pela prefeitura. Segundo ele, a construtora continuou os trabalhos mesmo após diversas multas. Em 2021, a Procuradoria Geral do Município entrou com uma ação judicial para pedir a suspensão imediata da construção.

A empresa apresentou um novo projeto em 2022, e um alvará foi emitido em 2023 com a determinação de demolir a estrutura existente. Uma vistoria realizada em 2024 por uma servidora da Subprefeitura da Penha registrou que a demolição havia sido feita. Técnicos municipais, porém, verificaram neste sábado, com vizinhos e imagens de satélites, que a estrutura não foi demolida.

Daniel Falcão, controlador-geral do Município, informou que a servidora foi afastada por 30 dias. A operação de resgate durou mais de 24 horas e mobilizou o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Prefeitura de São Paulo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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