O dólar operava perto da estabilidade nesta sexta-feira, cotado a R$ 5,104 para venda às 14h, enquanto o Ibovespa recuava 0,50%, aos 187.391 pontos. O mercado acompanha os índices de inflação do Brasil e dos Estados Unidos antes das decisões sobre juros previstas para a próxima semana.
A moeda americana chegou a subir a R$ 5,11 e recuou até R$ 5,08. Às 14h, avançava 0,03% em relação ao fechamento anterior, quando caiu 0,9%. Na sessão anterior, o dólar encerrou a R$ 5,103, depois de superar R$ 5,14 durante o dia.
O Ibovespa fechou a sessão anterior em alta de 1,42%, aos 188.268 pontos. A entrada de capital estrangeiro tem sustentado o desempenho recente do índice. O saldo das aplicações externas está positivo desde 21 de agosto, com aportes de R$ 10,5 bilhões. Desde então, o Ibovespa avançou 12%.
Inflação e juros
No Brasil, a queda nos preços da energia elétrica e dos alimentos contribuiu para uma deflação de 0,32% em agosto, conforme dados divulgados pelo IBGE. O IPCA permaneceu no intervalo de tolerância da meta e será considerado pelo Copom na reunião da próxima semana.
Contratos de Opções de Copom negociados na B3 indicam que 95% dos agentes financeiros esperam novo corte de 0,25 ponto percentual na Selic. A taxa passaria de 14% para 13,75% ao ano. A probabilidade de manutenção está em aproximadamente 3,5%.
Nos Estados Unidos, o índice de preços ao consumidor subiu 0,4% em agosto. Em 12 meses, a variação ficou em 3,4%, mesma taxa registrada em julho. O resultado pode aumentar as apostas em uma elevação dos juros pelo banco central americano.
No exterior, o petróleo Brent recuava 2,4% às 14h, para US$ 105,03, após atingir US$ 109,62. A queda afetou as ações da Petrobras, que devolviam parte dos ganhos recentes.
A Fitch elevou a classificação de risco da Embraer. As ações da fabricante fecharam a sessão anterior em alta de 0,6%, a R$ 95,82.








