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Juros, petróleo e STF mantêm mercados sem direção definida nesta terça

Dólar oscila entre R$ 5,13 e R$ 5,16, enquanto Ibovespa sobe; decisões do Copom e do Fed ocorrem amanhã.

Juros, petróleo e STF mantêm mercados sem direção definida nesta terça
Foto: Dado Ruvic/Illustration/Arquivo Reuters

O Banco Central realizou dois leilões simultâneos de câmbio nesta terça-feira, enquanto os mercados acompanham decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos e o julgamento de um ministro no STF. O dólar oscila entre R$ 5,13 e R$ 5,16, e o Ibovespa registra leve alta após períodos de queda.

A moeda americana abriu a R$ 5,16 e, perto das 10h, era negociada a R$ 5,137 no mercado comercial, com variação de menos 0,19% ante o fechamento de ontem. Por volta das 14h30, estava em R$ 5,155, com variação de 0,14% ante o dia anterior.

Câmbio e juros

Em uma das operações, o BC colocou US$ 1 bilhão em moeda à vista. No outro leilão, ofertou contratos de swap cambial no mesmo valor. Essas operações, conhecidas como “casadão” pelos investidores, ampliam a liquidez para a demanda de curto prazo por moeda estrangeira e têm efeito final nulo.

A decisão do Copom está prevista para amanhã. A expectativa dos agentes financeiros é de redução da taxa de 14% para 13,75% ao ano, mas há incerteza sobre os próximos passos da política monetária. Claudia Moreno, do C6 Bank, espera corte de 0,25 ponto percentual e manutenção dos juros em 13,75% ao ano até o fim de 2026.

Nos Estados Unidos, 92,5% dos analistas esperam que o Federal Reserve eleve a taxa em 0,25 ponto percentual, para o intervalo entre 3,75% e 4% ao ano. O petróleo também influencia as projeções: o contrato futuro do Brent subia 3,3% às 14h20, a US$ 109,19, perto da máxima de US$ 109,51. Os preços estão acima de US$ 100 há uma semana.

Dados econômicos e empresas

As vendas do varejo caíram 0,8% ante junho, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio do IBGE. A retração atingiu 20 dos 27 estados. Para André Valério, do Inter, o resultado indica demanda enfraquecida, com perda de força da renda e do crédito.

O ambiente político também está no radar. O STF inicia hoje o julgamento sobre a abertura ou não de uma investigação contra Alexandre de Moraes. Dario Durigan, ministro da Fazenda, reconheceu que a crise na Corte é uma fonte de preocupação para os agentes econômicos. Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, afirmou que a instabilidade pode afetar a percepção de risco, a curva de juros e o custo de captação.

O Ibovespa avançava 0,79% por volta das 14h30, aos 186.963 pontos. Petrobras subia quase 4% após assinar contrato de 20 anos com a Sempra Infrastructure para comprar e vender GNL, com aquisição prevista de 800 mil toneladas por ano. A Vale recuava 0,8%, a R$ 74,88, após ação do Ministério Público Federal sobre danos ambientais em Congonhas (MG).

A Telefônica Brasil aprovou R$ 500 milhões em juros sobre capital próprio, equivalentes a R$ 0,156 por ação, para acionistas com posição em 25 de setembro de 2026. O Itaú Unibanco anunciou a consolidação de operações na Europa sob a estrutura Itaú Europe; suas ações ON eram negociadas a R$ 46,42, alta de 0,4%.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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