O Ibovespa encerrou o pregão desta segunda-feira (14) aos 185.500 pontos, com queda de 0,91%. O dólar comercial subiu 0,43% ante o fechamento de sexta-feira (11) e terminou vendido a R$ 5,147. Durante o dia, a moeda americana alcançou R$ 5,18.
A alta do petróleo influenciou os negócios no exterior. O contrato futuro do barril do tipo Brent avançou 1,02%, para US$ 105,68. O impasse sobre a reabertura da navegação no Estreito de Hormuz elevou os riscos para o abastecimento global da commodity, enquanto a escalada do conflito entre Estados Unidos e Irã aumentou a aversão ao risco nos mercados.
No Brasil, apostas de uma disputa eleitoral mais acirrada pela Presidência também sustentaram o real. Na semana passada, o dólar oscilou entre R$ 5,09 e R$ 5,13, considerando os valores de fechamento.
Fluxo estrangeiro e ações
Os investidores estrangeiros mantêm saldo positivo na Bolsa desde 21 de agosto, com aportes de R$ 11 bilhões. Esse grupo responde por cerca de 60% do giro financeiro da B3. O Ibovespa acumula alta da ordem de 12,5% desde 17 de agosto, apesar do recuo registrado na sexta-feira.
Para Lucas Piza, analista do Itaú BBA, a valorização do índice ainda está concentrada em poucos ativos. “Precisamos acompanhar se a tendência segue restrita a poucos ativos ou se espalhará para o mercado como um todo”, afirmou.
As ações preferenciais e ordinárias da Petrobras, que representam 12% do Ibovespa, subiram 0,16% no fim da tarde, a R$ 49,08. Os papéis acumulam ganhos da ordem de 30% desde 7 de julho e acompanham as oscilações do petróleo.
As ações da Vale, com peso de 11% no índice, caíram 3,29%, para R$ 75,63. Os papéis estavam próximos dos maiores patamares desde junho, apoiados pelos preços do minério.
Decisões sobre juros
Os bancos centrais do Brasil e dos Estados Unidos anunciarão suas taxas de referência na chamada super quarta-feira. Nos Estados Unidos, predomina a expectativa de alta dos juros pelo Federal Reserve, diante da pressão inflacionária. O índice de preços ao produtor subiu 0,4% em agosto, e os indicadores de emprego permaneceram fortes.
O Federal Reserve manteve a taxa entre 3,50% e 3,75% ao ano nos últimos cinco encontros. No Brasil, a previsão predominante é de corte da Selic de 14% para 13,75% ao ano. A mediana do Relatório Focus aponta que essa redução pode ser a última do ano.
Gustavo Danilo, analista de renda fixa da Manchester Investimentos, disse que a dúvida principal é quanto o Banco Central poderá continuar reduzindo os juros sem afetar a inflação e as expectativas.
Na frente corporativa, a Oncoclínicas elegeu Maurício Hasson para os cargos de diretor financeiro e de relações com investidores, substituindo Isaac Quintino. A empresa tem dívidas de R$ 5 bilhões, busca recuperação extrajudicial e enfrenta disputa de sócios após a CVM determinar uma OPA ligada a uma transação realizada em 2024.








