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Petróleo e expectativa por juros movimentam câmbio e Bolsa nesta terça-feira

Ibovespa avançou 0,54%, enquanto dólar terminou o pregão a R$ 5,154 após o Banco Central realizar operações no câmbio.

Petróleo e expectativa por juros movimentam câmbio e Bolsa nesta terça-feira

O Ibovespa avançou 0,54% nesta terça-feira e encerrou a sessão aos 186.502 pontos. O dólar terminou cotado a R$ 5,154, com alta de 0,14% sobre o fechamento anterior, depois de oscilar entre R$ 5,16 na abertura e R$ 5,137 durante a manhã.

O Banco Central realizou dois leilões simultâneos no mercado de câmbio. A autoridade colocou US$ 1 bilhão à vista e ofertou 20 mil contratos de swap cambial, também no valor de US$ 1 bilhão. As operações, conhecidas entre investidores como casadão, ampliam a liquidez para a compra de moeda estrangeira no curto prazo, mas têm efeito final nulo.

Pressão externa e decisões de juros

O petróleo contribuiu para as preocupações com a inflação. O contrato futuro do Brent subiu 2,9%, para US$ 108,75, próximo da máxima de US$ 109,51. Os preços permanecem acima de US$ 100 há uma semana.

A alta do petróleo reforçou as apostas em uma elevação dos juros nos Estados Unidos. A ferramenta de monitoramento do CME Group indica que 92,5% dos analistas esperam que o Federal Reserve aumente a taxa em 0,25 ponto percentual, para a faixa entre 3,75% e 4% ao ano.

No Brasil, a expectativa predominante é de que o Copom reduza a taxa de 14% para 13,75% ao ano. A alta dos juros americanos, porém, limita as apostas em novos cortes no país.

Varejo e cenário doméstico

As vendas do varejo recuaram 0,8% em relação a junho, segundo a Pesquisa Mensal do Comércio, do IBGE. A retração atingiu 20 das 27 unidades federativas. Economistas avaliam que o resultado, junto com dados recentes da indústria e dos serviços, aponta para uma desaceleração gradual da economia e mantém espaço para um novo corte da Selic.

O ambiente político também permaneceu no radar dos investidores. O STF iniciou o julgamento sobre a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Dario Durigan, ministro da Fazenda, admitiu que a crise na corte é fonte de preocupação. Para Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, a instabilidade pode afetar a percepção de risco, pressionar a curva de juros e influenciar o custo de captação.

Entre as ações, os papéis da Petrobras subiram quase 4%. A estatal assinou com a Sempra Infrastructure um contrato de 20 anos para compra e venda de GNL, com previsão de 800 mil toneladas por ano. Já as ações da Vale recuaram 0,85% no fim da tarde, a R$ 74,84, após ação civil pública do Ministério Público Federal sobre danos ambientais em Congonhas (MG).

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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