Uma semana de entregas em São Paulo levou João Victor de Sousa a preferir a capital paulista ao Rio de Janeiro. O entregador afirma que o tempo menor na chegada aos endereços permite concluir mais pedidos e aumentar os ganhos, além de considerar a segurança melhor.
João trabalha com aplicativos desde 2020, principalmente no Rio de Janeiro e em Niterói. Aos 25, ele começou na atividade durante a pandemia e registrou a experiência em vídeos publicados no Instagram, onde tem mais de 280 mil seguidores.
Diferença no tempo de espera
Das cerca de 20 entregas feitas em São Paulo, ele precisou esperar o cliente em apenas três ou quatro ocasiões. Quando isso ocorreu, a demora ficou entre quatro e cinco minutos. “As pessoas já ficam na portaria esperando”, afirmou João.
No Rio, o entregador calcula que espera de cinco a oito minutos por pedido e pode perder até uma hora e meia por dia. Em alguns casos, o cliente leva 10, 12 ou 13 minutos para descer. João acredita que alguns consumidores aguardam perto do limite de 15 minutos do iFood para buscar a encomenda.
Ele também relatou diferenças no tratamento. Em São Paulo, diz ter sido recebido com cumprimentos e recebido gorjetas em algumas entregas. No Rio, afirma que há clientes que oferecem dinheiro para que ele leve o pedido até o apartamento. Em vídeos, João mostrou situações em que subiu após ouvir que havia uma pessoa idosa no imóvel e descobriu que a justificativa não era verdadeira.
Mais pedidos e avaliação da segurança
Em jornadas de 12 horas, João calcula fazer de dez a 12 entregas a mais em São Paulo. Trabalhando pelo mesmo período, diz ter chegado a ganhar o dobro do que costuma receber no Rio.
Para ele, São Paulo oferece mais segurança, enquanto o Rio tem trânsito melhor. João cita áreas cariocas onde entregadores e motoristas de aplicativo não podem entrar. Em São Paulo, reclama da quantidade de carros, sinais e radares: “Parece que tem cinco vezes mais carro do que aqui no Rio”.
Estacionar a moto é uma dificuldade nas duas cidades. No Rio, ele costuma acessar a portaria dos condomínios; em São Paulo, encontrou prédios em que teve de ficar do lado de fora, inclusive na chuva. Se precisasse escolher hoje, João diz que ficaria com São Paulo pela possibilidade de ganhar mais, pela segurança, pela receptividade dos clientes e pelo tempo menor nas entregas.









