KIEV — A Ucrânia prepara novas conversas com os Estados Unidos e representantes europeus após a reunião do presidente Volodymyr Zelenskiy com os enviados americanos Jared Kushner e Steve Witkoff. O encontro ocorreu neste domingo, no centro de Kiev, em meio à tentativa do governo de Donald Trump de encerrar a guerra entre Rússia e Ucrânia, que dura quatro anos e meio.
Antes de chegar à Ucrânia, Kushner e Witkoff estiveram em Moscou, onde conversaram por três horas com o presidente russo, Vladimir Putin, no sábado. Não houve indicação de um avanço significativo. O assessor do Kremlin, Yuri Ushakov, classificou a reunião como “extremamente útil”. Um funcionário da Casa Branca afirmou que os próximos passos serão anunciados nas próximas semanas.
Novas conversas
A primeira rodada entre negociadores ucranianos e americanos também durou cerca de três horas e incluiu um almoço de trabalho. Ao final, Witkoff disse que esperava novos avanços e descreveu as discussões como “Substancial, importante, e estamos muito animados”.
Zelenskiy afirmou que outras negociações estavam previstas para o final do domingo, com a participação de representantes europeus. Conselheiros de segurança nacional britânicos, franceses e alemães estavam em Kiev.
O presidente ucraniano disse que há uma janela para alcançar a paz antes que os Estados Unidos passem a se concentrar na próxima eleição presidencial. Para ele, Washington terá papel fundamental em qualquer acordo. Zelenskiy também afirmou que a Ucrânia precisa de garantias de segurança e de uma paz digna após a guerra.
Impasses
As negociações anteriores, mediadas pelos Estados Unidos e incentivadas por Trump, tiveram poucos resultados. Entre os pontos de conflito está o futuro de Donbas, no leste da Ucrânia. A Rússia exigiu a retirada ucraniana de um cinturão de cidades que Kiev ainda controla na região, mas a Ucrânia rejeitou a exigência.
A liderança ucraniana considera essenciais garantias concretas de segurança dos aliados europeus e dos Estados Unidos para impedir uma nova invasão russa. Esta foi a primeira visita de Kushner e Witkoff a Kiev como negociadores americanos. Nas ruas da cidade, moradores expressaram esperança, enquanto outros reforçaram a necessidade de um acordo duradouro.








