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Títulos de governos encarecem financiamento após alta do petróleo

Rendimento médio de papéis de 10 anos do G7 chega a 4,285%, maior nível desde meados de 2008.

Títulos de governos encarecem financiamento após alta do petróleo
Foto: gorodenkoff/iStock

O rendimento médio dos títulos de 10 anos das economias do G7 chegou a 4,285% nesta semana, o maior nível desde meados de 2008. A taxa está um ponto percentual acima do registrado antes do início da guerra no Irã.

A alta ocorre em meio ao receio de que os preços elevados do petróleo aumentem a inflação e levem bancos centrais a elevar os juros. A ampliação do conflito fez o petróleo superar novamente US$ 100 por barril, elevando a pressão sobre as autoridades monetárias.

Nos Estados Unidos, o Treasury de 10 anos atingiu 5,041% na manhã desta terça-feira, o maior patamar desde 2007, antes de recuar e ser negociado em torno de 5%. O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, disse que o avanço refletia “questões globais”, sem detalhar causas específicas.

Taxas em outras economias

O rendimento dos títulos japoneses de 10 anos alcançou o maior nível em três décadas, acima de 3%. Na Alemanha, a taxa de referência para o mesmo prazo ficou próxima do maior patamar desde 2009, em 3,55%.

As taxas francesas de 10 anos oscilaram perto da máxima em 18 anos. Os papéis britânicos com o mesmo vencimento chegaram a 5,45%, o maior nível desde 2007.

O aumento dos rendimentos elevou os custos de financiamento dos governos aos maiores níveis desde a crise financeira de 2008. Também aumentou as despesas com juros e pode desviar recursos de programas sociais, defesa e outras áreas, além de levantar dúvidas sobre a sustentabilidade das dívidas públicas.

Próximas decisões

Os mercados monetários indicam que o Federal Reserve pode elevar os juros pela primeira vez desde 2023 na quarta-feira. O Banco do Japão deve fazer o mesmo na sexta. O Banco Central Europeu aumentou os juros na semana passada e pode promover novos reajustes nos próximos meses.

Para Samy Chaar, economista-chefe da Lombard Odier, rendimentos de 5% não são um problema quando o crescimento é de 6,5%, mas a situação muda se o crescimento também ficar em 5%.

O Treasury de 10 anos é referência para praticamente todos os demais ativos dos mercados financeiros. O novo chair do Federal Reserve, Kevin Warsh, também enfrenta a aversão dos investidores à orientação futura, o que amplia a incerteza e a volatilidade.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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