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Três investigados devem responder por mortes em desabamento na Penha

Polícia Civil prevê indiciamento por homicídio com dolo eventual nos próximos dias; seis pessoas morreram na queda do prédio.

Três investigados devem responder por mortes em desabamento na Penha

A Polícia Civil informou nesta terça-feira, 15, que três pessoas devem ser indiciadas por homicídio com dolo eventual pelo desabamento de um prédio em construção sobre uma casa na Penha, na zona leste de São Paulo. O acidente ocorreu no sábado, 12, e deixou seis mortos.

Os investigados são Isis de Freitas Rodrigues Brandão, responsável legal pela construtora New Home; o engenheiro Cristiano Salgado Vivacqua, responsável técnico pela obra; e Ronaldo dos Santos Vivacqua, apontado como sócio oculto da empresa e pai de Cristiano. O indiciamento ainda não foi formalizado e deve ocorrer nos próximos dias.

Ronaldo está preso e nega ligação com a New Home. Testemunhas ouvidas nas investigações afirmaram que ele participava das atividades da empresa, incluindo a venda de apartamentos, e frequentava os locais das obras. Cristiano e Isis estão foragidos.

Investigação sobre a obra

A servidora da Prefeitura de São Paulo Viviane Rodrigues de Palma também é investigada. Ela assinou, em 2024, um laudo que permitiu a continuidade da obra e foi ouvida pela polícia nesta terça-feira, 15. Segundo a delegada Deidiene Fialho, do 24.º DP, Viviane afirmou que esteve no local apenas para verificar se a estrutura anterior havia sido demolida, condição para a liberação do alvará.

Ainda de acordo com a delegada, a servidora disse que não entrou no prédio e que não havia pessoas na construção, embora o local não estivesse abandonado. Ela também teria afirmado que foi enganada por Cristiano.

A mesma empresa é investigada por estelionato. Ao menos 10 boletins de ocorrência foram registrados por clientes que dizem ter comprado unidades da New Home que não foram entregues. Até o momento, 12 pessoas prestaram depoimento. A perícia sobre as causas do desabamento deve ser concluída em 30 dias.

A queda ocorreu na Rua Tequici e atingiu uma residência vizinha, que também desabou. Entre os seis mortos estava uma mulher grávida. Outras duas pessoas, incluindo um bebê, foram resgatadas com vida e levadas ao hospital municipal do Tatuapé.

A Prefeitura de São Paulo abriu uma apuração na Controladoria-Geral do Município para verificar os procedimentos de fiscalização. O órgão também determinou o embargo de todas as obras em andamento na cidade das construtoras envolvidas.

A construção começou em 2019 e, segundo a Prefeitura, não tinha alvará. Após fiscalizações, multas e uma interdição, a Procuradoria-Geral do Município obteve, em 2021, uma liminar para interromper os trabalhos. Um novo projeto foi apresentado em 2022, e outro alvará foi concedido em agosto de 2023, condicionado à demolição da estrutura anterior.

Viviane estava afastada por 30 dias após a Prefeitura identificar indícios de que a demolição não havia ocorrido. Depois do depoimento, a Controladoria-Geral do Município prorrogou o afastamento por 120 dias. A perícia também avaliará uma movimentação de terra em um terreno vizinho, mencionada pela New Home como possível elemento relacionado ao desabamento.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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