SÃO PAULO — Um prédio em construção desabou sobre uma casa na zona leste de São Paulo, matou ao menos duas mulheres e deixou quatro pessoas desaparecidas. Um adulto e uma criança foram resgatados com vida.
O governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) afirmou que informações preliminares indicam que a obra estava embargada e que teria recebido andares além do previsto no projeto autorizado. Segundo ele, a causa do colapso ainda será definida por laudos e pela investigação.
Tarcísio disse que o desabamento provavelmente está ligado a um problema estrutural ou a uma deficiência na fundação, e não diretamente à chuva. “Se tivesse sido feito da forma correta, não colapsaria em função da chuva”, declarou.
Chuvas e áreas de risco
O governador afirmou que Eldorado e Iporanga estão entre os municípios mais atingidos pelas chuvas e que o governo começou a enviar ajuda humanitária para moradores desalojados e desabrigados. O balanço citado por ele registrava 160 desalojados e 23 desabrigados no estado.
Na região do Vale do Ribeira, uma barreira caiu no km 104 da rodovia SP-165, em Eldorado, e o tráfego passou a operar em sistema especial. Em Pariquera-Açu, ventos derrubaram tendas no Centro de Eventos Imigrantes e provocaram o cancelamento de um evento. Não houve vítimas.
O rio Ribeira de Iguape subiu, mas não havia medição oficial que confirmasse o alcance da cota de alerta ou de transbordamento. A Defesa Civil havia registrado 25 ocorrências relacionadas ao mau tempo, incluindo alagamentos, quedas de árvores, deslizamentos, desabamentos e danos em imóveis.
Também foram citados impactos em Sumaré, Monte Mor, Piedade e Avaré. Na Grande São Paulo, Tarcísio mencionou Francisco Morato, Franco da Rocha e Ferraz de Vasconcelos. No litoral, os municípios citados foram Guarujá, São Sebastião e Caraguatatuba.
Operação na capital
Trechos da marginal Tietê ficaram bloqueados por alagamentos. De acordo com o governador, o sistema de bombeamento operava em capacidade máxima nas estruturas de Traição e Pedreira e nas barragens de Pirapora e Rasgão. A vazão da barragem da Penha também era administrada pelo governo.
A previsão apresentada por Tarcísio indicava chuva intermitente até segunda-feira (14). Ele afirmou que a faixa de instabilidade deveria perder força, mas que o acúmulo de água elevava o risco de deslizamentos. As escolas estaduais deveriam funcionar normalmente na segunda-feira.
O governador cancelou compromissos de campanha previstos para este sábado (12) para acompanhar o gabinete de crise. A retomada da agenda dependeria da evolução das chuvas e das ocorrências no estado.








