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Trump anuncia medidas para reduzir preço da carne com importações do Brasil e da Argentina

Presidente americano assinou decretos e disse que os dois países terão a maior parcela da carne bovina importada pelos EUA.

Trump anuncia medidas para reduzir preço da carne com importações do Brasil e da Argentina
Foto: Kent Nishimura/Afp

Donald Trump anunciou a isenção de tarifas para a importação de carne bovina e afirmou que Brasil e Argentina deverão responder pela maior parcela do produto comprado pelos Estados Unidos. A declaração ocorreu depois da assinatura de decretos voltados à redução dos preços da carne bovina.

No Salão Oval, o presidente disse que a carne “virá da Argentina, virá do Brasil” e também de outros lugares. Trump classificou os produtos dos dois países como “muito limpos” e “muito bons”.

A estratégia do governo americano é ampliar a oferta no mercado interno enquanto trabalha para recompor o rebanho bovino dos Estados Unidos. Os preços da carne no varejo atingiram níveis recordes, e o rebanho caiu para o menor nível em 75 anos. A seca e os incêndios florestais contribuíram para a redução da oferta de gado.

Trump disse que a iniciativa é limitada porque os pecuaristas americanos conseguem atender ao mercado, mas precisam de apoio para enfrentar o período até a recuperação do rebanho. Criadores de gado, porém, alertam que mais importações podem pressionar os preços do gado e reduzir os incentivos à expansão da produção nacional.

Decretos e importações

Os decretos assinados por Trump permitem que pecuaristas protejam seus rebanhos contra lobos cinzentos e facilitam o processamento e a venda de alimentos produzidos nas próprias propriedades. O governo também anunciou apoio a pequenos processadores e medidas para que os criadores processem o próprio gado.

Na semana passada, a administração americana ampliou temporariamente o acesso a carne bovina magra importada com tarifas menores, em 300 mil toneladas ao longo de três meses. A medida foi apresentada como uma forma de reduzir os preços para os consumidores, mas provocou oposição entre criadores de gado.

A decisão sobre as tarifas foi anunciada após Trump se encontrar com o brasileiro Joesley Batista, que comanda a J&F, holding com investimentos em várias empresas, principalmente na JBS. Os dois se reuniram em 20 de agosto, na Casa Branca.

Reações e regras de origem

A União Europeia restringiu a entrada de produtos de origem animal do Brasil nos países do bloco. A medida abrange bovinos, aves, peixes, ovos, mel e tripas. A UE afirma que o Brasil não apresentou garantias suficientes sobre o cumprimento das regras europeias para o uso de antimicrobianos na produção animal. O governo brasileiro contestou e criticou o veto.

Entre os criadores americanos, também há uma demanda para que os consumidores consigam diferenciar a carne nacional da importada. O Congresso retirou a exigência obrigatória de rotulagem do país de origem para carne bovina e suína em 2015. Atualmente, as empresas podem usar voluntariamente o rótulo “Produto dos EUA”, desde que cumpram os requisitos federais.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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