A proporção de famílias com contas em atraso aumentou de 29,8% em julho para 29,9% em agosto de 2026. O tempo médio de atraso também subiu, de 64,6 dias para 65,0 dias no período, informou a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) em 10.set.2026.
A faixa de atrasos entre 30 e 90 dias respondeu por 29,1% do total em agosto, o maior percentual desde agosto de 2025, quando havia alcançado 29,2%, de acordo com a entidade.
Peso das dívidas
O percentual de consumidores que destinam mais da metade da renda mensal ao pagamento de dívidas passou de 19,0% em julho para 19,2% em agosto. A parcela média da renda comprometida, porém, ficou em 29,5% no mês.
O endividamento geral permaneceu em 82,0%, repetindo o resultado de julho. O indicador reúne famílias que declararam ter dívidas a vencer em cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado e prestações de carro e casa.
Também houve mudança na percepção sobre o nível de endividamento. A parcela que se considera muito endividada subiu de 17,1% para 17,4% em um mês. Já a fatia que se classifica como pouco endividada caiu de 35,0% para 34,9%.
A CNC afirmou que os dados de agosto indicam menor controle das famílias sobre as contas, apesar do maior prazo para pagamento. “As dívidas, representando um maior percentual da renda, dificultam o pagamento, aumentando o tempo de atraso e impactando a inadimplência”, disse a confederação.
As projeções da entidade apontam aumento das contas em atraso no próximo trimestre, junto com redução gradual do endividamento para a estabilização do orçamento das famílias.








