São Paulo, Quinta-feira, 1 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,18 · Euro R$ 5,88 · Ibovespa 186.340 +0,00% São Paulo 23°C 18° / 28°
Economia

Comércio de rua amplia canais e diversifica produtos para enfrentar vendas digitais

Livrarias, bancas de revistas e lojas de eletrônicos estão entre os segmentos mais expostos ao avanço das compras pela internet.

Comércio de rua amplia canais e diversifica produtos para enfrentar vendas digitais

O comércio de rua no Brasil está mudando para acompanhar novos hábitos de consumo e o crescimento das vendas digitais. Os segmentos menos dependentes da experiência de tocar, testar ou experimentar produtos são os mais vulneráveis à concorrência da internet.

Livrarias e bancas de revistas aparecem entre os negócios mais expostos, em um cenário de forte redução do mercado de impressos. Lojas de eletrônicos, informática e eletrodomésticos também enfrentam pressão porque os consumidores conseguem comparar preços online e, em alguns casos, visitam o estabelecimento apenas para conhecer o produto antes de comprá-lo pela internet.

Supermercados e farmácias estão entre os setores menos vulneráveis, por atenderem necessidades imediatas e terem compras frequentes. Na moda, provar roupas e calçados e sentir a fragrância de um perfume ainda favorece as lojas físicas. Essa vantagem, porém, diminui com ferramentas de simulação e políticas de troca mais flexíveis.

Diversificação e integração

Pequenos comerciantes têm ampliado o portfólio para manter o faturamento. Antigas revistarias, por exemplo, passaram a vender brinquedos, itens de papelaria e colecionáveis, transformando-se em centros de conveniência.

A digitalização também é parte da estratégia, mas o acesso limitado a crédito dificulta a adaptação de pequenos varejistas. A loja física deixou de ser o único caminho para o consumidor e passou a integrar um conjunto de canais que pode incluir aplicativos e redes sociais.

Criar uma loja virtual, no entanto, não garante rentabilidade. A operação digital envolve custos de marketing, logística de entrega e gestão de estoques. Também exige integração entre os canais: quando uma compra é feita online para retirada no estabelecimento, o controle de disponibilidade precisa funcionar sem erros.

Nesse modelo, a loja física pode ter seu tamanho ou sua quantidade reduzidos, mas assume funções como ponto de suporte e showroom. O desafio é fazer com que os ambientes físico e digital atuem de forma integrada, em vez de apenas acrescentar um novo canal de vendas.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5