A defesa de Roberto Campos Neto afirmou que não recebeu intimação nem tinha conhecimento do despacho que prevê o depoimento do ex-presidente do Banco Central à Polícia Federal. O documento, emitido no mês passado, determina que ele seja ouvido como testemunha no inquérito do caso Master.
“A defesa de Roberto Campos Neto esclarece que jamais foi intimada e sequer tinha conhecimento da existência do alegado despacho de 3 de agosto”, escreveram os advogados Pedro Velloso e Francisco Agosti.
Também foram incluídos na lista o atual presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, o diretor de fiscalização da instituição, Ailton Aquino, e o presidente do BTG Pactual, André Esteves. Todos deverão depor como testemunhas e têm a obrigação de dizer a verdade.
A investigação apura a relação do empresário Daniel Vorcaro com servidores suspeitos de receber vantagens indevidas e de atuar em favor do Banco Master.
O Banco Central não havia respondido até a publicação das informações. O BTG Pactual informou que não comentaria o caso.
Os servidores investigados foram afastados em março por André Mendonça, ministro do Supremo Tribunal Federal e relator do caso Master na Corte.








