O BTG Pactual projeta que a taxa Selic caia de 14,00% para 13,75% ao ano na decisão do Copom prevista para esta quarta-feira. A estimativa representa uma redução de 0,25 ponto percentual e, para os economistas do banco, deve ser o último corte do ciclo atual.
A expectativa é que o Comitê de Política Monetária do Banco Central mantenha os juros na reunião de novembro. O BTG avalia que a pausa permitiria analisar as definições das políticas econômica e fiscal após as eleições e contribuiria para estabilizar as expectativas de inflação, que continuam desancoradas.
O relatório mais recente da equipe de macroeconomia, liderada pelo economista-chefe Mansueto Almeida, aponta sinais de moderação mais ampla da economia brasileira. Entre os indicadores citados estão os dados mensais do IBGE, a concessão de crédito, as pesquisas de confiança, os números do Caged e os índices de inflação. O mercado de trabalho, porém, ainda é descrito como apertado.
Para a reunião desta semana, o banco espera que o Copom destaque uma piora adicional nos indicadores de atividade e na inflação corrente, sem definir antecipadamente os próximos passos. A avaliação é que a duração total do ciclo dependerá do comportamento da economia e dos dados divulgados nos meses seguintes.
Riscos para a inflação
O BTG considera desfavorável o balanço de riscos para a inflação. A análise cita o fim da contribuição de baixa dos preços de alimentos e etanol, as incertezas fiscais e eleitorais e possíveis impactos do El Niño, dos combustíveis e das cadeias globais de suprimentos.
O banco prevê inflação de 5,2% em 2026 e de 4,4% em 2027. Mesmo com a projeção de corte nesta reunião, os economistas mantêm a interrupção em novembro como cenário-base.








