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Economia

Déficit de estatais chega a R$ 6,5 bilhões enquanto governo debate distribuidora

Projeto na Câmara prevê empresa pública ou subsidiária para vender combustíveis e gás de cozinha, com foco em preços menores.

Déficit de estatais chega a R$ 6,5 bilhões enquanto governo debate distribuidora

O déficit primário das estatais federais chegou a R$ 6,5 bilhões nos primeiros oito meses de 2026, o pior resultado acumulado desde 2002, segundo dados do Banco Central. Nesse cenário, o governo federal discute ampliar a atuação do Estado na distribuição de combustíveis.

A proposta é defendida por Luiz Inácio Lula da Silva e também aparece no projeto de lei 1.853/2026, apresentado por deputados governistas na Câmara dos Deputados. O texto permite que a União crie uma empresa pública ou use uma subsidiária de sociedade de economia mista, como a Petrobras, para comercializar gasolina, diesel e gás de cozinha.

Outra alternativa em análise é comprar uma distribuidora privada já estabelecida. A iniciativa busca recuperar uma presença pública no segmento, reduzida depois da venda da antiga BR Distribuidora, que passou a operar sob controle privado como Vibra Energia.

Objetivo da proposta

A intenção do governo é obter instrumentos diretos para influenciar o mercado e reduzir os preços cobrados dos consumidores. Com uma distribuidora própria, o Executivo avalia estimular a concorrência e limitar abusos nos lucros de empresas privadas.

Lula defende que o Estado retome capacidade de intervenção em setores considerados estratégicos para o abastecimento nacional. A proposta também é associada à soberania energética e à modicidade de preços de itens essenciais, como gasolina e diesel.

Outras empresas em discussão

O Brasil tem 115 estatais federais. O Tribunal de Contas da União alertou que a maior parte dos recursos bloqueados no orçamento federal foi usada para cobrir prejuízos dessas empresas, inclusive companhias que não deveriam depender do Tesouro Nacional para manter suas operações diárias.

Em janeiro de 2025, o governo autorizou a criação da Alada, voltada a projetos aeroespaciais. A empresa surgiu como subsidiária da NAV Brasil e foi integrada ao orçamento da União.

Também houve a possibilidade de criar a Terrabras para atuar no setor de mineração de terras raras. A ideia foi abandonada após resistências internas, e o governo optou por um conselho ligado à Presidência para acompanhar as operações das mineradoras.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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