São Paulo, Quarta-feira, 14 de outubro de 2026
Dólar R$ 5,01 · Euro R$ 5,61 · Ibovespa 206.888 -0,00% São Paulo 17°C 16° / 28°
Economia

EUA acusam 14 pessoas por rede que levou norte-coreanos a empregos remotos

Esquema usava identidades falsas e computadores instalados em residências nos EUA para enviar salários à Coreia do Norte.

EUA acusam 14 pessoas por rede que levou norte-coreanos a empregos remotos

O Departamento de Justiça dos Estados Unidos anunciou nesta terça-feira (13) a acusação de 14 pessoas por um esquema que teria permitido a norte-coreanos obter empregos remotos em mais de 70 empresas americanas. A fraude teria movimentado cerca de US$ 3 milhões, com parte dos salários enviada ao regime de Kim Jong-un.

Entre os acusados estão cidadãos americanos e chineses. Michael James Bostelle, da Pensilvânia, e Juan Cecilio Pena Carrillo, do Texas, foram presos. Eles são investigados por envolvimento na fraude, lavagem de dinheiro e uso de documentos de identidade pertencentes a outras pessoas.

Como o esquema funcionava

De acordo com o Departamento de Justiça, a operação ocorreu entre 2019 e julho de 2025. Os trabalhadores norte-coreanos usavam documentos falsos ou roubados e ferramentas digitais para fazer parecer que atuavam dentro dos Estados Unidos. As vagas eram principalmente na área de tecnologia e permitiam o trabalho remoto.

Pessoas que viviam nos EUA recebiam os computadores enviados pelas empresas e instalavam programas para possibilitar o acesso à distância. Com isso, os norte-coreanos trabalhavam de outros países sem revelar sua localização real aos contratantes.

As empresas atingidas atuavam nos setores de saúde, comunicação, segurança digital, comércio e indústria. Os salários eram transferidos posteriormente para contas ligadas à Coreia do Norte. Investigadores acreditam que parte dos recursos tenha sido destinada a organizações do regime submetidas a sanções internacionais.

Operação e alertas

O FBI fez buscas no Texas entre 21 e 25 de setembro. A operação alcançou mais de 40 residências e resultou na apreensão de aproximadamente 187 computadores, além de outros equipamentos usados para manter os falsos funcionários conectados às empresas.

John Eisenberg, procurador-geral assistente para Segurança Nacional dos EUA, afirmou que a Coreia do Norte usa redes desse tipo para arrecadar dinheiro para atividades ilegais, incluindo o desenvolvimento de armas que podem ameaçar os Estados Unidos e seus aliados.

O FBI também alertou que trabalhadores ligados ao regime podem acessar informações confidenciais e, em alguns casos, usar esses dados para extorsão. As autoridades continuam investigando outras redes semelhantes no país.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5