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Japão autoriza ataques preventivos e amplia indústria de defesa

Nova doutrina permite atingir instalações militares inimigas em determinadas circunstâncias, enquanto Tóquio eleva os gastos e expande a produção de armas.

Japão autoriza ataques preventivos e amplia indústria de defesa

O Japão passou a autorizar ataques contra instalações militares inimigas, em determinadas circunstâncias, para impedir novas ondas de ofensivas contra seu território. A mudança integra uma nova doutrina de defesa aprovada pelo governo da primeira-ministra Sanae Takaichi.

A medida flexibiliza a interpretação do Artigo 9 da Constituição, que renunciava à guerra. O governo japonês afirma que a capacidade de contra-ataque não tem como objetivo iniciar agressões, mas elevar o custo militar de uma ofensiva e reforçar a dissuasão estratégica.

A revisão ocorre em um cenário de segurança considerado pelo Japão o mais grave desde 1945. A China ampliou suas forças navais e aéreas em áreas próximas ao território japonês. Também pesam os testes de mísseis e o programa nuclear da Coreia do Norte, além da aproximação estratégica entre Pequim e Moscou e das lições da guerra na Ucrânia.

Gastos e aliança com os Estados Unidos

O governo japonês destinou US$ 55,6 bilhões ao próximo ano fiscal para o rearmamento. Tóquio também antecipou a meta de elevar os gastos militares a 2% do Produto Interno Bruto (PIB).

A decisão ocorre em meio à pressão dos Estados Unidos para que aliados assumam uma parcela maior dos custos de defesa. Com o retorno de Donald Trump à presidência, essa cobrança foi reforçada na Europa e na Ásia. No Japão, aumentaram as dúvidas sobre a disposição americana de sustentar sozinha um conflito de grandes proporções no Oriente.

A estratégia busca ampliar a autossuficiência japonesa sem romper a aliança com os Estados Unidos. A avaliação do governo é de que a proteção americana não pode ser o único instrumento para garantir a estabilidade regional e a soberania das ilhas no sudoeste.

Produção nacional de armas

O Japão também retirou barreiras internas que limitavam a exportação de armamentos. O volume de projetos contratados no setor passou de US$ 108 bilhões para US$ 272 bilhões, acompanhado de investimentos na modernização de linhas de produção e na proteção das cadeias de suprimentos.

O país fechou contratos para fornecer fragatas à Austrália e desenvolve um caça de nova geração com o Reino Unido e a Itália. A expansão pretende ampliar a escala dos fabricantes japoneses e fortalecer a cooperação com parceiros internacionais, incluindo membros da Otan.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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