A alta de 13,7% nas exportações de bens e serviços foi o principal suporte da economia argentina no segundo trimestre de 2026, informou o Indec nesta 5ª feira (17.set.2026). O Produto Interno Bruto cresceu 2,0% em relação ao mesmo período de 2025, mas recuou 0,6% ante o trimestre anterior, na série com ajuste sazonal.
A Formação Bruta de Capital Fixo caiu 11,1% na comparação anual. O resultado refletiu a redução na aquisição de bens de capital e de veículos. Os equipamentos de transporte recuaram 22,1%, as máquinas e equipamentos diminuíram 15,2%, outras construções tiveram queda de 8,2% e a construção tradicional caiu 0,1%.
O consumo privado avançou 0,4% em um ano, mas diminuiu 2,4% na comparação trimestral. O consumo público caiu 4,1% na comparação anual e 2,3% ante o trimestre anterior. As importações recuaram 8,6% em um ano e 3,5% na comparação trimestral.
Atividades com maior crescimento
Entre os setores, pesca teve alta de 44,7% na comparação interanual. Mineração e petróleo e gás cresceram 16,4%, enquanto agricultura, pecuária, caça e silvicultura avançaram 6,9%. Também registraram alta eletricidade, gás e água, com 5,0%, e intermediação financeira, com 4,8%.
Hotéis e restaurantes e transporte e comunicações cresceram 1,6% cada. A construção subiu 0,2%, e o comércio atacadista e varejista ficou estável.
Na direção oposta, a indústria manufatureira recuou 2,1%. Administração pública e defesa caiu 1,4%, e serviços comunitários, sociais e pessoais diminuíram 0,9%.
No acumulado do primeiro semestre de 2026, a atividade econômica aumentou 2,2% ante o mesmo período de 2025. A série tendência-ciclo, que busca indicar o comportamento mais persistente da economia, avançou 0,8% na comparação trimestral.







