Investidores estrangeiros registraram entrada líquida de R$ 9,11 bilhões na B3 em setembro, o melhor resultado mensal desde março, conforme levantamento da Elos Ayta.
O desempenho não foi suficiente para reverter o saldo do terceiro trimestre, que terminou com saída líquida de R$ 6,45 bilhões, sem considerar aportes em IPOs e follow-ons. Com essas ofertas incluídas, a retirada líquida no período foi de R$ 4,70 bilhões.
A saída entre julho e setembro ficou aproximadamente 67% abaixo da registrada no segundo trimestre. Considerando também as ofertas públicas, a redução foi de cerca de 73% em relação ao trimestre anterior.
Em agosto, os investidores estrangeiros haviam retirado R$ 18,12 bilhões. Em setembro, as compras somaram cerca de R$ 436,3 bilhões, alta de aproximadamente 21% na comparação mensal. As vendas chegaram a R$ 427,2 bilhões, avanço próximo de 13%. A diferença entre os dois fluxos levou o resultado do mês ao campo positivo.
Acumulado no ano
De janeiro a setembro, a entrada líquida alcançou R$ 27,40 bilhões, sem considerar IPOs e follow-ons. O valor foi aproximadamente 7,6% superior ao resultado de todo 2025. Com as ofertas públicas, o saldo chegou a R$ 32,03 bilhões, alta de cerca de 19,2% ante o ano anterior.
Apesar do resultado acumulado, os fluxos pioraram depois do primeiro trimestre. Sem incluir as ofertas, as saídas somaram R$ 25,97 bilhões no segundo e no terceiro trimestres, consumindo quase metade dos R$ 53,36 bilhões aportados nos três primeiros meses do ano.
Os investimentos estrangeiros em IPOs e follow-ons chegaram a aproximadamente R$ 4,63 bilhões até setembro, mais de três vezes o registrado em todo 2025. O levantamento reúne saldos mensais, trimestrais e anuais e separa negociações de ações dos aportes em ofertas públicas. Os dados de 2026 abrangem o período até setembro.








