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Economia

Kayath defende reformas fiscais rápidas antes de possível ida à Fazenda

Ex-presidente do Credit Suisse no Brasil é cotado para o ministério em eventual governo de Flávio Bolsonaro, mas enfrenta desconfiança na base.

Kayath defende reformas fiscais rápidas antes de possível ida à Fazenda

Marcelo Kayath defende reformas fiscais rápidas para recuperar a confiança dos investidores e equilibrar as contas públicas. O ex-presidente do Credit Suisse no Brasil é cotado para comandar o Ministério da Fazenda em uma eventual vitória do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Ele é sócio da gestora QMS Capital e tem o apoio de Eduardo Bolsonaro.

A proposta de Kayath é que o ajuste não se limite à redução de gastos não obrigatórios. Na avaliação dele, também é necessário enfrentar as despesas obrigatórias para alcançar um equilíbrio fiscal duradouro.

Pressão sobre as contas públicas

O déficit nominal do setor público chegou a cerca de 9,5% do PIB em 12 meses até agosto, em meio à expansão dos gastos. A inflação está em 4,58% ao ano, acima do teto da meta de 3%. Para contê-la, o Banco Central mantém a Selic em 13,75% ao ano.

Em entrevista à Bloomberg, Kayath afirmou que a onda de compras de ativos financeiros brasileiros após o primeiro turno mostra uma mudança nas expectativas dos investidores. Segundo ele, a confiança só será recuperada de forma definitiva com reformas fiscais rápidas.

Declarações incomodam aliados

A resistência dentro da base bolsonarista está ligada a declarações feitas pelo ex-banqueiro. Em 2022, ele declarou voto em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), participou de encontros com empresários em apoio à candidatura do petista e disse que Jair Bolsonaro oferecia mais riscos fiscais do que Lula.

Em julho de 2021, ao comentar a gestão de Paulo Guedes, então ministro da Economia, Kayath afirmou que “a Faria Lima gosta de se iludir”. Em janeiro de 2022, citou o ajuste de 2003, quando Antonio Palocci entregou superávit de 5,3% do PIB e Henrique Meirelles elevou os juros, como exemplo de responsabilidade na condução das contas.

Na mesma ocasião, Kayath declarou que a esquerda não tinha “monopólio do bem” e chamou Jair Bolsonaro de “maluco”. As posições mantêm a desconfiança entre integrantes da base, embora o mercado financeiro continue apostando no nome do ex-banqueiro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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