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Economia

Livro de Claire Stapleton expõe conflitos e retaliações no Google

Ex-funcionária relata desorganização, funções sem propósito e punições após ajudar a organizar um protesto na empresa.

Livro de Claire Stapleton expõe conflitos e retaliações no Google

Claire Stapleton deixou o Google em junho de 2019, depois de ajudar a organizar um protesto com mais de 20 mil trabalhadores e terceirizados. Em “Don’t Be Evil”, relato de seus 12 anos na empresa, ela descreve cargos mal definidos, chefias abusivas, favorecimentos e retaliações internas.

Stapleton entrou no Google após sair da faculdade, na sede em Mountain View, na Califórnia. Na área de comunicações internas, passou a redigir textos em nome dos executivos, reproduzindo ideias e maneirismos de linguagem a partir de conversas breves. Larry Page, cofundador da empresa, aparece entre os dirigentes que usaram textos preparados por ela.

O reconhecimento levou Stapleton ao Creative Lab, em Nova York. Segundo o relato, porém, ela passou meses com poucos projetos e quase nenhuma orientação. A autora usa o conceito de “bullshit job”, criado pelo antropólogo David Graeber, para descrever trabalhos considerados inúteis, desnecessários ou difíceis de justificar.

Entre as tarefas mencionadas estão o desenvolvimento de um serviço pago de videochamadas para ensinar atividades disponíveis gratuitamente em tutoriais no YouTube e a busca por vídeos que o algoritmo pudesse ter deixado passar.

Protesto e saída

O movimento ganhou força após a divulgação de que o Google havia negociado uma saída de US$ 90 milhões com Andy Rubin, criador do Android, depois de considerar crível uma acusação de má conduta sexual. Rubin negou a acusação.

Stapleton ajudou a estruturar o Google Walkout, protesto de 2018 que reuniu mais de 20 mil funcionários e terceirizados. Ela recebeu mais de 350 relatos de assédio, discriminação, retaliação, chefias abusivas e dificuldades para obter respostas do RH.

Depois do movimento, relatou perda de atribuições, exclusão de projetos e tentativas de buscar respostas com chefes, RH e investigadores internos. Ela afirma que uma executiva do RH sugeriu uma licença por saúde mental. Em outra investigação, a recomendação foi treinar sua gerente para melhorar a comunicação.

“Don’t Be Evil” foi lançado nos Estados Unidos em 4 de agosto de 2026 pela William Morrow, selo da HarperCollins. A obra ainda não tem edição em português anunciada no Brasil.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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