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Economia

Lula demonstra insatisfação com Galípolo por juros e caso Banco Master

Presidente critica ritmo de redução da Selic e postura do presidente do Banco Central em relação a investigações financeiras.

Lula demonstra insatisfação com Galípolo por juros e caso Banco Master

O presidente Lula demonstrou profunda decepção com Gabriel Galípolo, indicado por ele para comandar o Banco Central. O desgaste ocorre em meio à tensão sobre o ritmo de redução dos juros e à postura de Galípolo em relação a investigações financeiras.

A principal crítica de Lula é que a queda da Selic, a taxa básica de juros, acontece de forma lenta. O presidente avalia que juros altos prejudicam o crescimento econômico em um ano de eleições. O segundo ponto de conflito envolve o Banco Master: Lula esperava que Galípolo atribuísse irregularidades à gestão anterior do Banco Central, mas o dirigente manteve uma postura técnica e preservou os antigos dirigentes.

Aliados do presidente, como Guilherme Boulos e o ex-ministro José Dirceu, também ampliaram as críticas a Galípolo. Eles afirmam que a autonomia do Banco Central estaria dificultando a execução do programa de governo aprovado nas urnas. Para esses interlocutores, a redução dos juros ocorre em ritmo muito lento e representa uma decisão política, não apenas técnica.

Justificativa para os juros

O Comitê de Política Monetária, o Copom, sustenta que a taxa precisa permanecer elevada para evitar uma alta descontrolada dos preços no futuro. Técnicos do Banco Central citam as incertezas sobre as contas públicas e o crescimento da dívida do governo.

O cenário também inclui fatores externos. O fenômeno climático El Niño pode encarecer os alimentos, enquanto o petróleo no mercado internacional subiu para mais de 100 dólares por barril. Na avaliação do Banco Central, uma redução rápida dos juros poderia provocar uma inflação maior adiante.

O mercado financeiro concorda com a necessidade de juros mais baixos para estimular o consumo, mas diverge sobre o caminho. Investidores e especialistas atribuem os juros elevados ao desequilíbrio fiscal, à demora na aprovação de reformas e à falta de maior controle sobre os gastos e o crescimento da dívida pública brasileira. Para o setor produtivo, taxas menores são fundamentais, mas dependem desse compromisso do governo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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