SÃO PAULO — A cozinha caipira será o tema da 7ª Feira Gosto.Sa, marcada para os dias 26 e 27 de setembro, no Unibes Cultural, na região oeste de São Paulo. O evento reunirá seis dezenas de expositores, com pratos e produtos associados à culinária paulista do interior.
Entre as opções estarão os bolinhos de quirera do Bar Sardosa, os pastéis de angu do Celeiro Arimbá e as broas de fubá do café Quente da Boca. A chef Heloísa Bacellar comandará uma oficina de paçoca de pilão. A Mission levará chocolates de pamonha, enquanto a Pinguina venderá sorvete de milho.
A feira tem curadoria da pesquisadora Patrícia Moll e busca reforçar a importância da comida caipira para São Paulo. Para ela, essa cozinha foi construída a partir da roça e transformada por diferentes povos antes de a cidade se tornar uma metrópole.
Tradição e identidade
O termo caipira ainda é associado por parte do público a algo rude ou grosseiro. Francisco Montans, do Quente da Boca, afirma que a palavra pode ter sentido pejorativo. A chef Mara Salles, do Tordesilhas, diz que o termo ainda remete à ideia de uma comida bruta e malfeita.
A historiadora Viviane Soares Aguiar, autora de “Cozinha Caipira, Cozinha Esquecida”, relaciona esse afastamento à busca de São Paulo por uma imagem de modernidade. O chef Marcelo Corrêa Bastos afirma que pratos como feijão tropeiro, canjiquinha com costelinha suína e frango com quiabo fazem parte de uma cultura alimentar que se estende do sul de Minas Gerais ao norte e oeste do Paraná, além de incluir Mato Grosso e Goiás.
Na capital, há opções de receitas associadas a essa tradição em casas como Boteco do 28, A Casa do Porco, Espaço Arimbá, Dalva e Dito, Jiquitaia, Lena, Lobozó Cozinha, Maria Farinha Cozinha, Quente da Boca, Sardosa Bar, Terraço Jardins e Tordesilhas.
A feira será realizada no Unibes Cultural, na r. Oscar Freire, 2.500, Sumaré. No sábado (26), funcionará das 11h às 19h; no domingo (27), das 11h às 18h. A entrada é grátis.








