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Economia

Megale vê corte de gastos como condição para acelerar o PIB após 2027

Economista-chefe da XP projeta expansão de 1% em 2027 e diz que ajuste fiscal pode antecipar a recuperação a partir de 2028.

O economista-chefe da XP, Caio Megale, afirmou que o próximo governo terá de conter o crescimento das despesas para melhorar a trajetória da economia. Na avaliação dele, um ajuste fiscal em 2027 poderá acelerar a recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) a partir de 2028.

Megale projeta crescimento de 1% do PIB em 2027, mas considera possível uma expansão próxima de zero se a desaceleração se aprofundar. O varejo, segundo ele, está entre os setores mais expostos à queda da demanda. Os bancos aparecem entre os menos afetados.

A estimativa inicial do economista para 2027 ficava entre 2% e 2,5%, mas foi revisada após os estímulos deixarem de impulsionar a atividade. “A gente projeta 1%. Se vier uma desaceleração mais profunda, talvez zero”, afirmou.

Ajuste nas despesas

Para Megale, o aumento da arrecadação está perto do limite, e a correção das contas terá de ocorrer principalmente por meio de cortes de despesas. Ele disse haver reconhecimento dessa necessidade entre integrantes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL), que lideram as pesquisas de intenção de voto para a eleição em outubro de 2026.

“O aumento de receita está no limite. Tanto que as últimas medidas não geram tanto efeito. Tem que cortar despesas”, declarou.

O economista também defendeu mudanças temporárias nos critérios de indexação e uma reforma administrativa para preservar a remuneração do funcionalismo, corrigir excessos e elevar a produtividade. Segundo ele, o presidente precisará convencer a sociedade e o Legislativo a apoiar as medidas.

As contas, de acordo com Megale, indicam a necessidade de um superávit primário entre 1% e 2% do PIB. Ele afirmou que a estabilidade da dívida poderia ser buscada no próximo mandato caso a economia se recupere a partir de 2028 e o resultado considere também precatórios e despesas financeiras.

Juros e atividade

Megale estima que o Banco Central reduzirá a Selic em 0,25 ponto percentual na 4ª feira (16.set), após a reunião do Copom. Ele disse que a inflação continua acima da meta, com projeção de 5% neste ano, enquanto a meta é de 3%. Também citou o petróleo a US$ 100 e os riscos fiscais.

O economista afirmou que a desaceleração esperada para o próximo ano já começou a aparecer. Na análise dele, estímulos adotados depois da pandemia passaram a gerar distorções a partir de 2024, com falta de insumos e mão de obra, além de pressão sobre a inflação e as importações.

Megale foi secretário de Fazenda da cidade de São Paulo em 2017 e 2018, durante a gestão de João Doria, então no PSDB. Também ocupou a Secretaria de Indústria de Inovação do Ministério da Economia em 2019 e 2020, no governo de Jair Bolsonaro (PL).

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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