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Economia

Sinal de pausa ganha força após decisão do Copom sobre a Selic

Banco Central reduziu a taxa para 13,75% ao ano, mas especialistas divergem sobre a continuidade dos cortes em 2026.

Sinal de pausa ganha força após decisão do Copom sobre a Selic

A possibilidade de uma pausa na próxima reunião ganhou força entre analistas após o Copom manter em aberto os próximos passos da política monetária. Augusto Parente, fundador da AW Capital, afirmou que o Banco Central não indicou previamente qual será o movimento seguinte. Para ele, novos dados de atividade, inflação e PIB serão decisivos, e o mercado pode considerar uma Selic abaixo de 13,75%.

O Comitê de Política Monetária reduziu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta 4ª feira (16.set.2026), para 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelo mercado.

Inflação e fatores temporários

Bruno Perri, economista-chefe e sócio-fundador da Fórum Investimentos, avaliou que a comunicação foi mais dura que a anterior. Segundo ele, a inflação de serviços e aquela ligada à demanda ainda avançam acima do ritmo necessário para a convergência ao centro da meta. Perri também apontou que o mercado de trabalho permanece aquecido.

Na avaliação do economista, a queda da inflação cheia ocorreu principalmente pelo lado da oferta, com destaque para os preços de alimentos. Ele vê maior chance de interrupção dos cortes por causa dos preços do petróleo e das incertezas relacionadas às eleições. “Eu acho muito provável que a gente veja uma pausa no próximo Copom considerando exclusivamente o comunicado”, declarou.

José Márcio Camargo, economista-chefe da Genial Investimentos, também atribuiu parte importante da melhora recente a fatores temporários, sobretudo à desinflação de alimentos. Ele citou o risco de um El Niño mais intenso e afirmou que a guerra no Oriente Médio mantém o petróleo acima de US$ 100 o barril.

Atividade e próximos sinais

Pablo Spyer, conselheiro da Ancord, observou que o diagnóstico sobre a atividade mudou em relação à reunião de agosto. O Banco Central passou a destacar uma moderação mais evidente, especialmente nos setores mais cíclicos.

Natalie Victal, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, destacou a desaceleração das medidas subjacentes de inflação. A projeção de 3,2% para o 1º trimestre de 2028 ficou dentro do esperado, segundo a economista, que mantém 13,75% como cenário-base, mas admite novas reduções ainda em 2026. A continuidade dependerá da evolução do câmbio e de outros indicadores.

Spyer ressaltou que a decisão não garante novos cortes. A trajetória da Selic dependerá da inflação, da atividade, do câmbio e de fatores externos. A ata da reunião e os próximos indicadores devem trazer novos sinais sobre a duração do ciclo.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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