O mercado financeiro reduziu, pela segunda semana consecutiva, a previsão para a inflação neste ano. A estimativa para o IPCA passou a indicar alta de 5%, conforme o Boletim Focus, elaborado semanalmente pelo Banco Central.
A projeção é a menor para o índice oficial de preços desde maio, considerando o acumulado nos 12 meses encerrados em dezembro. Há quatro semanas, a previsão era de alta de 5,02%.
Mesmo com a redução, os analistas esperam que a inflação termine o ano acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional. O objetivo é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, em uma faixa entre 1,5% e 4,5%.
Para 2026, a previsão de inflação subiu para 4,29%, avanço de 0,01% em relação à semana anterior. As estimativas para 2028 e 2029 foram mantidas em 3,80% e 3,50%, respectivamente.
O mercado também passou a projetar uma queda de 0,23% do IPCA em agosto. O resultado, previsto para ser divulgado na sexta-feira (11), seria a primeira variação negativa do índice em um ano e a maior desde setembro de 2022, quando houve recuo de 0,29%. A expectativa está associada ao abatimento do Bônus de Itaipu nas contas de luz.
A previsão para o crescimento do Produto Interno Bruto neste ano aumentou de 1,92% para 1,93%. A revisão ocorreu após a divulgação de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, que mostraram expansão de 0,5% da economia entre abril e junho, na comparação com os três primeiros meses do ano.
A projeção para a taxa Selic no fim de 2026 permaneceu em 13,75% ao ano. O mercado espera uma redução de 0,25 ponto percentual em relação aos atuais 14% ao ano. Para 2027, 2028 e 2029, as estimativas seguem em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente.








