A Petrobras cancelou nesta quinta-feira (10) o aumento de R$ 0,19 no preço da gasolina anunciado no dia anterior. Para as distribuidoras, a mudança representará uma redução equivalente por litro, após a desoneração de tributos anunciada pelo governo.
O primeiro comunicado da estatal, divulgado às 20h44, informava a alta. Às 00h53, a empresa corrigiu a informação e afirmou que “a alteração no preço da gasolina da Petrobras nos pontos de venda corresponderá apenas à suspensão do desconto”.
A medida anunciada por Luiz Inácio Lula da Silva substitui a subvenção de R$ 0,44 por litro pela desoneração de R$ 0,63 em PIS/Cofins. Com a mudança, o preço para as distribuidoras, já incluindo os tributos, cai R$ 0,19 por litro e compensa o reajuste que havia sido comunicado.
As medidas para os combustíveis terão validade de um mês, entre 10 de setembro e 9 de outubro. Lula também anunciou o imposto zero sobre o etanol. O pacote custará R$ 7 bilhões ao governo.
No diesel, a Petrobras aguarda a publicação dos atos necessários para revisar os preços. Uma medida provisória assinada por Lula prevê nova subvenção de R$ 1 por litro, além dos R$ 1,12 já em vigor até 26 de setembro. Durante a sobreposição, o benefício chegará a R$ 2,12 por litro. No fim do mês, o governo deverá reavaliar a necessidade de manter uma subvenção superior a R$ 1.
Os preços nas bombas acumulam alta desde o início do conflito entre Estados Unidos e Irã, em 28 de fevereiro. Dados da ANP indicam que o diesel S10 subiu 13% e chegou a R$ 6,88 por litro na semana passada. A gasolina avançou 3,6%, para R$ 6,51.
O etanol caiu 14,7% desde o fim de fevereiro e custava, em média, R$ 3,95 na semana passada. Segundo a Petrobras, a gasolina custa, em média, R$ 6,51 no Brasil. Desse valor, 27,3% correspondem à estatal; os impostos federais representam 10,3% e os estaduais, 24,1%. O etanol anidro responde por 13,7%, enquanto distribuição e revenda ficam com 24,6%.








