A adaptação das empresas e dos sistemas de tributação foi apontada pelo secretário especial da Receita Federal, Robinson Barreirinhas, como um dos fatores que impedem a interrupção da reforma tributária sobre o consumo. Ele afirmou nesta sexta-feira (18) que não há possibilidade de reverter a implementação do novo modelo.
A declaração veio após Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, defender a suspensão do processo para revisar a legislação aprovada pelo Congresso. Em um evento sobre a implementação do sistema, Barreirinhas disse que os sistemas já foram adaptados e que uma mudança causaria retorno ao modelo anterior.
“Não existe essa possibilidade. Os sistemas já estão adaptados”, declarou o secretário.
Cronograma da reforma
A mudança prevê uma transição gradual até 2033. A implementação começa em 2027 e termina em 2033, com a substituição progressiva dos tributos atuais sobre o consumo pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS).
Barreirinhas também afirmou que entidades ligadas ao tema consideram inviável interromper o processo. “Ninguém é doido de voltar atrás na reforma tributária”, disse, ao mencionar manifestações feitas por confederações.
A equipe econômica da campanha de Flávio Bolsonaro chama a proposta de “reforma da reforma” e afirma que ainda há dúvidas sobre a implementação e a alíquota final dos novos tributos.









