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Economia

Recursos recuperados pela Cooxupé chegam a produtores e movimentam cadeia do café

Mais de R$ 622 milhões foram distribuídos a cooperados após decisão judicial sobre cobranças do Funrural em exportações de café.

Recursos recuperados pela Cooxupé chegam a produtores e movimentam cadeia do café

A procura por triciclos agrícolas e equipamentos de pulverização aumentou depois que cafeicultores receberam recursos recuperados pela Cooperativa Regional de Cafeicultores em Guaxupé (Cooxupé). No município, os repasses somaram R$ 62 milhões, usados também para ampliar a estrutura de trabalho em lavouras de relevo acidentado.

“Os equipamentos de pulverização acoplados às motocicletas estão entre os mais procurados, principalmente pela praticidade que oferecem no trabalho no campo”, afirma o empresário José Carlos, da JC Triciclos.

Repasses após decisão judicial

A Cooxupé distribuiu mais de R$ 622 milhões a cooperados de Minas Gerais e São Paulo. O dinheiro foi destinado aos produtores que exportaram café pela cooperativa, de acordo com o volume embarcado. A decisão do Tribunal Regional Federal da 6ª Região (TRF6) reconheceu que o Funrural não deveria incidir sobre determinadas exportações realizadas em nome dos associados.

A ação envolveu cerca de 16 anos de valores corrigidos pela Selic. Depois do trânsito em julgado, em agosto de 2025, a cooperativa deixou de reter o Funrural nessas operações. A devolução não se aplica a todos os produtores rurais do país: está limitada ao processo da Cooxupé e às exportações abrangidas pelo julgamento. As vendas no mercado interno continuaram sujeitas ao recolhimento.

Diferentes usos para o dinheiro

Em Muzambinho, Wilson e Suzana Santos, cooperados há mais de 50 anos, decidiram reinvestir na propriedade. Os recursos serão usados em despesas como compra de calcário e adubo, além do planejamento da próxima safra. Em Monte Santo de Minas, Juliana Paulino aplicou parte do valor na própria marca de café especial.

Do total repassado, R$ 192,5 milhões foram destinados a cafeicultores de 17 municípios da Associação dos Municípios da Microrregião da Baixa Mogiana (AMOG). O conjunto de beneficiados reúne produtores de mais de 370 municípios de Minas Gerais e São Paulo.

Para o presidente da AMOG, Jarbas Corrêa Filho, os recursos devem fortalecer as famílias e estimular investimentos na região. A cooperativa afirma que a decisão judicial também reconheceu a aplicação do conceito de ato cooperativo às exportações feitas em nome dos produtores associados.

A Cooxupé tem 22 mil cooperados, dos quais mais de 90% são pequenos produtores. No país, os pequenos cafeicultores respondem por 65% da produção nacional.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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