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Economia

STF exige código único para rastrear emendas parlamentares

Flávio Dino deu prazo até 30 de novembro para governo e Congresso apresentarem proposta conjunta ao STF.

STF exige código único para rastrear emendas parlamentares

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo federal e o Congresso Nacional apresentem até 30 de novembro uma proposta conjunta para criar um código único de identificação das emendas parlamentares. A decisão foi tomada nesta quarta-feira (9).

O código deverá acompanhar cada verba desde a indicação do parlamentar até o empenho nos sistemas oficiais. A identificação terá de ser vinculada ao empenho correspondente no Siafi, o Sistema Integrado de Administração Financeira, e no Transferegov.br. O objetivo, segundo Dino, é “incrementar a garantia da vinculação inequívoca entre a indicação parlamentar e o correspondente empenho”.

A medida integra um processo no STF sobre transparência e rastreabilidade das verbas federais destinadas por emendas. Dino também deu ciência às partes de um relatório do Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) sobre a aplicação desses recursos na saúde.

Auditorias na área da saúde

O levantamento analisou 100 contas de municípios e estados. Em uma etapa complementar, 25 auditorias identificaram irregularidades que resultaram na proposta de devolução ou recomposição de valores em 17 casos, equivalentes a 68% do total.

As auditorias apontaram R$ 7,74 milhões em danos ao erário e R$ 677,8 mil em desvios de finalidade. Somados, os valores chegam a R$ 8,42 milhões em recursos aplicados irregularmente. As emendas de bancada responderam por R$ 6,58 milhões, ou 78% do prejuízo apurado. Um caso concentrou R$ 4,5 milhões desse montante. Apenas 4% das auditorias confirmaram divulgação pública e acessível da execução dos recursos.

Informações dos estados

O ministro determinou ainda que as Procuradorias-Gerais de 22 estados e do Distrito Federal prestem informações, em até 30 dias corridos, sobre medidas para corrigir falhas nos portais locais de transparência. A providência ocorreu após o PSOL afirmar que governos estaduais não disponibilizavam documentos sobre a execução das emendas e os beneficiários finais.

O Maranhão recebeu uma ordem específica para comprovar, no mesmo prazo de 30 dias, o pleno funcionamento de seu portal de transparência. Dino determinou que os estados e o Distrito Federal informem “as providências adotadas para a superação das deficiências apontadas pelo partido autor quanto aos mecanismos de transparência e rastreabilidade das emendas parlamentares”.

A Câmara dos Deputados reconheceu a possibilidade de aperfeiçoar os procedimentos. O Senado afirmou que a preservação do código durante todo o processo depende principalmente da estrutura dos sistemas de execução do Executivo, especialmente o Siafi e o Transferegov.br.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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