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Bienal de São Paulo reúne debates sobre identidade trans e dark romance

Programação teve participação de Jay Kristoff e mesas sobre literatura trans e desejos femininos; evento também registrou filas e áreas lotadas.

Bienal de São Paulo reúne debates sobre identidade trans e dark romance
Foto: Allison Sales/Folhapress

A programação da Bienal do Livro de São Paulo teve, neste domingo, debates sobre identidade trans, literatura erótica e dark romance, além da participação do australiano Jay Kristoff, autor de fantasia e ficção científica.

No fim da tarde, Amara Moira, Alana S. Portero e Vércio Gonçalves Conceição discutiram a transformação de experiências historicamente silenciadas em narrativas de potência. A mesa foi mediada por Lui Navarro Fonseca. “A literatura trans não é só dor, é muito prazer, muita loucura, muita alegria”, afirmou Moira.

O encerramento do dia teve uma conversa sobre dark romance, gênero derivado da literatura erótica. Participaram as autoras Kelly M., Ellie Morgan e Leonor Carvalho, que abordaram desejos femininos e a separação entre realidade e ficção. “Gosto que na fantasia consegimos mostrar desejos que na vida real não teríamos”, disse Morgan.

Kristoff é autor das trilogias “Império do Vampiro” e “As Crônicas da Quasinoite”, publicadas no país pela editora Plataforma21. A Arena Cultural, onde ocorre a programação oficial, teve movimento mais tranquilo neste domingo em comparação com a aglomeração registrada no sábado.

Movimento nos estandes

O evento também teve fluxo intenso nos corredores e concentração nos espaços de alimentação e nas áreas próximas aos banheiros. A espera pelo estande da editora Intrínseca circundava o espaço. Para atender à demanda, a equipe montou uma extensão no corredor, mas alguns visitantes ainda demonstravam dúvidas sobre o caminho.

Na área da Companhia das Letras, a fila do caixa formava cinco voltas e ocupava metade do corredor externo. O público precisava passar entre essa fila e outra, menor, do estande da editora Record. No local, houve tumulto e empurra-empurra.

O estande da Alt, selo da Globo Livros, teve filas de quase três horas no sábado e continuou lotado no domingo. A aglomeração bloqueava a entrada do espaço vizinho, da editora Malê. Na área de alimentação, pessoas se sentaram no chão diante da falta de mesas e cadeiras.

Os organizadores disseram estar acompanhando os pontos de maior concentração e fazendo ajustes durante o evento. Também informaram que obras realizadas na madrugada de sábado para domingo ampliaram o número de banheiros femininos. Em nota, a Bienal afirmou que “Em nenhum momento ultrapassou o limite”.

Os ingressos se esgotaram no primeiro final de semana, mas pessoas com credencial plena do Sesc ainda podiam entrar gratuitamente, incluindo seus dependentes.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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