Terça-feira, 8 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,13 · Euro R$ 5,95 · Ibovespa 185.147 +0,00% Brasília 18°C 18° / 26°
Entretenimento

Bienal do Livro tem tumulto em encontro infantil e debate sobre dark romance

Fãs enfrentaram aglomeração para ver Maidy Lacerda, enquanto autoras discutiram fantasias e segurança no dark romance.

Bienal do Livro tem tumulto em encontro infantil e debate sobre dark romance
Foto: Allison Sales/Folhapress

A organização precisou usar megafones para ajudar pais a localizar os filhos após o encontro com a autora Maidy Lacerda na Bienal do Livro, nesta segunda-feira (7), no Distrito Anhembi. O evento também teve debates sobre adolescência e literatura dark romance.

Lacerda, autora da série “O Diário de uma Princesa Desastrada”, reuniu a maior multidão do dia. Sem uma fila definida, o acesso ao espaço dependia da abertura de passagem em meio à aglomeração. Gritos de fãs interromperam tanto as falas da escritora quanto as perguntas do mediador Felipe Brandão.

Durante a atividade, Lacerda antecipou informações do próximo livro e incentivou os leitores a escrever. Depois do início da mesa, apenas crianças passaram a ser autorizadas a entrar no auditório. Parte do público repetia o pedido “deixem as crianças passarem”, enquanto pais erguiam os filhos para que eles pudessem acompanhar a autora. Houve reclamações sobre o calor e o espaço apertado.

A saída também foi marcada por confusão. Mesmo com mais seguranças e tentativas de organizar o fluxo, pais tiveram dificuldade para reencontrar os filhos. A sinalização do espaço de autógrafos levou visitantes à Arena Cultural, onde se misturavam pessoas que deixavam a mesa, leitores em busca de autógrafos e o público da atividade seguinte. Uma hora depois da despedida de Lacerda, visitantes ainda procuravam informações sobre a autora com os seguranças.

Literatura para diferentes idades

A programação seguinte reuniu Thalita Rebouças, Pedro Bandeira, Nelson Luiz de Carvalho e Maria Mariana para uma conversa sobre adolescência e livros. O encontro ocorreu depois de uma apresentação breve de um trecho do musical “Fala Sério, Mãe”.

Bandeira, autor de “A Droga da Obediência”, falou sobre a desobediência característica da adolescência. A mediadora Maria Fernanda Rodrigues também contou parte da história da Bienal. Bandeira participa do evento desde o período em que predominavam professores, alunos e pais. Rebouças acompanhou a transformação da feira em um encontro de fãs e autografou livros no palco ao fim da mesa.

Fantasias no dark romance

A programação para adultos terminou com Nàna Páuvoli, Lola Belluci e Zoe X, autoras de dark romance que escrevem sob pseudônimos. As participantes discutiram histórias que podem transformar a violência em entretenimento e prazer.

Páuvoli associou a popularidade do gênero à ideia de que “o proibido é mais gostoso”. Belluci afirmou que essas narrativas também exploram fantasias de poder, cuidado e reconhecimento, além de desejo e sexo. Para as autoras, os livros oferecem um espaço seguro diante do medo de homens no mundo real. Zoe X resumiu a relação com os personagens masculinos dizendo: “Eu só confio nesses homens porque sou eu que escrevo eles”.

A 28ª edição da Bienal do Livro continua até domingo, 13 de setembro.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5