SÃO PAULO — A Bienal do Livro de São Paulo notificou, nesta quarta-feira (9), a editora Fruto Proibido depois que vídeos de interações com um homem mascarado viralizaram nas redes sociais. A organização informou que a ação não fazia parte da programação oficial e não havia sido autorizada.
Vestido como Ghostface, personagem da franquia “Pânico”, o homem apareceu no estande da editora, onde teria beijado visitantes e simulado tapas e enforcamentos. As imagens começaram a circular desde a sexta-feira. A Fruto Proibido publica romances hot e dark romances, gêneros que podem incluir cenas de sexo de alta intensidade e violência associada à sedução.
Em nota, a Bienal afirmou que notificou a editora assim que soube do ocorrido. A organização também declarou não compactuar com condutas inadequadas dirigidas ao público e reafirmou o compromisso de manter um ambiente seguro, respeitoso e acolhedor para visitantes, expositores, autores, profissionais e demais participantes.
Posicionamento da editora
Em publicação no Instagram, a Fruto Proibido disse que não contratou, convidou nem solicitou a presença do mascarado e afirmou não endossar as atitudes dele. Segundo a editora, a aparição foi espontânea e, no início, recebeu uma reação positiva da equipe e do público.
A empresa também declarou que as fotos e os vídeos foram feitos com o conhecimento e a pedido dos visitantes. Após a notificação, informou que vai reforçar os cuidados e adotar critérios mais rigorosos para interações e gravações no estande durante eventos.
Nesta quarta-feira, o espaço continuava aberto e recebia visitantes, incluindo crianças. O estande fica em um corredor do Anhembi que reúne outras editoras de romances hot e funciona como passagem para a Arena Cultural e para a área de autógrafos da Bienal.
O dark romance foi tema de um encontro voltado a adultos na segunda-feira, com as autoras Nàna Páuvoli, Lola Belluci e Zoe X, que usam pseudônimos. Páuvoli afirmou que “o proibido é mais gostoso”. Belluci disse que as histórias também exploram fantasias de poder, além do desejo e do sexo.









