SÃO PAULO — O Cine Rosário deve voltar a funcionar no Edifício Martinelli, na região central de São Paulo, a partir de 2028. Fechado há 70 anos, o cinema será revitalizado pelo Grupo Tokyo, que prevê investir R$ 25 milhões no projeto.
A reabertura depende da aprovação dos órgãos de preservação do patrimônio. Depois dessa etapa, as obras devem durar cerca de 18 meses. O grupo ainda faz estudos para identificar quais elementos da sala original permanecem e podem ser restaurados.
Nova sala
O cinema foi inaugurado em 1929, com cerca de mil lugares, e funcionou até 1955. A sala integrava a chamada Cinelândia Paulistana ao lado do Cine Art-Palácio, aberto em 1936, e do Cine Marabá, hoje batizado como Multiplex Playarte Marabá.
A estrutura restaurada deve ocupar o espaço original, no térreo e no subsolo do Martinelli, com entrada pela avenida São João. A capacidade será menor que a anterior por causa das exigências de acessibilidade, conforto e segurança. As sessões devem usar projeção digital e película 35mm.
A programação terá curadoria própria, com sessões de clássicos, retrospectivas e debates temáticos. O espaço também poderá receber peças de teatro e outras apresentações artísticas, dentro da proposta do Grupo Tokyo de retomar o conceito de cinema de rua.
“O Rosário nasce para ser esse ponto de encontro, com boa programação, atividades e a experiência de ver um filme em película, numa sala com história”, afirmou Fábio Floriano, CEO e sócio-fundador do Grupo Tokyo.
A recuperação do Cine Rosário integra o projeto Epicentro, voltado à ativação e à recuperação de edifícios históricos do centro de São Paulo. A iniciativa prevê um percurso cultural com funcionamento durante o dia e à noite.
Em 2023, o Grupo Tokyo venceu a licitação para explorar o Edifício Martinelli pela iniciativa privada, em uma concessão de 15 anos.








