Os Estados Unidos recomendaram nesta terça-feira (6/10) que cidadãos americanos deixem a Rússia imediatamente. A orientação foi emitida após a morte de uma funcionária de um centro de pesquisa sobre peste na região de Irkutsk, na Sibéria, onde foram adotadas medidas de quarentena.
A Embaixada dos EUA informou que acompanha o caso, tratado como suspeita de peste pneumônica. A representação não declarou que a doença causou a morte da pesquisadora. Exames realizados na mulher, segundo as autoridades russas, não identificaram sinais de peste.
A peste pneumônica é uma forma grave de infecção causada pela bactéria Yersinia pestis. Em determinadas circunstâncias, pode ser transmitida por gotículas respiratórias. Até o momento, porém, não houve confirmação de que a funcionária tenha morrido em decorrência da doença.
O Kremlin afirmou que as medidas adotadas na região seguem protocolos de segurança para situações de suspeita. As autoridades russas também disseram que o quadro está sob controle.
Alerta de viagem
O governo americano declarou que tem capacidade limitada para prestar assistência a cidadãos dos EUA na Rússia, principalmente fora de Moscou. O aviso de viagem para o país está no nível mais alto, classificado como “Nível 4: Não viaje”.
Além da questão sanitária, o Departamento de Estado menciona risco de detenção indevida de cidadãos americanos e outras preocupações de segurança. A recomendação para quem já está em território russo é deixar o país imediatamente.
O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que Washington acompanha o episódio “muito de perto” e cobrou mais informações do governo russo. O presidente Donald Trump afirmou que pretende conversar em breve com o presidente russo, Vladimir Putin. A expectativa declarada por Trump é de que o diálogo ocorra muito em breve.








