Diogo Defante transformou o início de sua apresentação no Rock in Rio em uma encenação de sequestro com robô humanoide, antes de conduzir um show de hardcore e humor nonsense no palco Supernova, nesta sexta-feira (4).
A cena começou no telão e terminou no palco. Defante apareceu amordaçado, conseguiu se libertar e retirou o robô, chamado Gepeto, da apresentação. A referência do personagem é o ChatGPT. Depois, o robô dançou e foi alvo de vaias do humorista e do público.
A plateia, formada em boa parte por adolescentes homens e algumas crianças acompanhadas pelos pais, bateu cabeça, abriu rodas punk e riu das músicas. Ao fim de cada faixa, os fãs xingavam Defante, em uma extensão da ironia que marcou sua trajetória na internet.
Canções e personagens
Mesmo com o volume alto, o artista se esforçou para pronunciar as palavras com precisão. As letras abordaram o dicionário Aurélio, pelos pubianos, a reprodução do capim e um lobisomem que lambe policiais durante a noite, chamado de “lambesomem”.
Uma das músicas conta a história de um garoto que não cumprimenta um gari e só quer chupar um picolé Moleca. No fim, o personagem é apresentado como mudo.
Um homem vestido de coelho se jogou na plateia várias vezes ao longo do show — mais de cinco. No encerramento, ele apareceu junto de Defante e do robô humanoide.
“É inacreditável estar aqui”, disse o humorista, 35, que é rockeiro desde a adolescência e integrou uma banda antes de se dedicar ao humor. Ao final, afirmou que “o rock voltou” e pediu ao público que faça rock para que a cena retorne.
Em 2024, o palco Supernova recebeu uma apresentação de Whindersson Nunes.








