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Documentário sobre Elon Musk estreia em Veneza com alerta sobre seu poder

Filme de Alex Gibney revisita a vida do empresário, seus conflitos familiares e o alcance de suas empresas e ideias.

Documentário sobre Elon Musk estreia em Veneza com alerta sobre seu poder
Foto: Divulgação

O documentário sobre Elon Musk dirigido pelo cineasta norte-americano Alex Gibney foi apresentado fora de competição no Festival de Veneza. O filme revisita a trajetória do empresário, sua vida familiar e a expansão de seu poder, provocando no público uma combinação de medo, revolta e desprezo, além de dúvidas sobre o futuro.

Gibney começou a desenvolver o projeto em 2019 e tentou entrevistar Musk. A resposta veio pelo Twitter, antes de a rede social ser comprada pelo empresário: "Gibney is a douche". Sem a participação do bilionário, o diretor criou um avatar inspirado nele, que reproduz declarações feitas em entrevistas ao longo da carreira.

O filme mostra Musk desde os primeiros anos como um jovem ligado a histórias em quadrinhos e videogames até a transformação em um dos homens mais poderosos do mundo. Uma das ideias atribuídas a ele é a dúvida sobre a possibilidade de a humanidade viver em uma simulação.

Família e disputas pessoais

A produção aborda também a família do empresário. Musk é apresentado como pai de 14 filhos conhecidos. Entre eles está Vivian Wilson, de 24 anos, que mudou legalmente de gênero e de sobrenome. O documentário afirma que o pai não usa seu nome atual e a considera morta.

Vivian é filha de Justine Musk, primeira mulher do empresário. O casal teve gêmeos e trigêmeos entre 2004 e 2006, depois da morte de Nevada, o primeiro filho, que morreu com 10 semanas de vida, em 2002.

Justine contesta no filme a versão divulgada por Musk sobre a morte do bebê. Ele havia escrito no Twitter que Nevada morreu em seus braços. Ela afirma que era ela quem segurava a criança. O depoimento é apresentado como um dos momentos de maior carga emocional do documentário.

A infância de Musk na África do Sul também é reconstituída. Ele conta que sofria agressões de outras crianças e era repreendido pelo pai, Errol Musk. Engenheiro ligado aos militares, com negócios imobiliários e no comércio de esmeraldas da Zâmbia, Errol relata ter atirado e matado três homens negros que teriam tentado invadir sua casa nos anos 1980. Sobre o filho, afirma: "não apostem contra Elon se não quiserem perder".

Relatos sobre o empresário

Ashley St. Clair, ex-influenciadora de ultradireita norte-americana e mãe de um dos filhos de Musk, participou do filme e esteve no festival. Ela diz que o empresário ofereceu US$ 40 milhões para que não falasse sobre o relacionamento entre os dois.

Segundo St. Clair, Musk a conheceu pelas redes sociais e sugeriu que tivessem um filho. Ela descreve o empresário como alguém que viaja em avião particular, gasta grandes quantias para conseguir o que quer e chama de "cenouras" os valores usados, segundo ela, em subornos, chantagens e trapaças.

O documentário também aborda os satélites de Musk, capazes de conectar e, segundo a produção, espionar habitantes de toda a Terra. Em alguns trechos, Gibney compara o empresário ao protagonista de "O Homem Que Fazia Milagres", filme inglês de 1936 dirigido por Lothar Mendes e Alexander Korda. Na obra, um homem comum recebe poderes, amplia suas ambições e acaba destruindo o planeta. A comparação é apresentada como um alerta, não como comédia.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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