O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça homologou nesta quarta-feira (9) o acordo de delação premiada de Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como “Mineiro”. O empresário é dono da Entre Investimentos e Participações, responsável por repasses de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para a produção de “Dark Horse”, filme sobre a trajetória de Jair Bolsonaro (PL).
O acordo foi firmado com a Procuradoria-Geral da República (PGR) em 8 de agosto e tramita sob sigilo no STF. Freixo foi ouvido nesta terça (8) por um juiz auxiliar de Mendonça e afirmou que a colaboração foi voluntária.
No depoimento, o empresário teria dito que era responsável por “gerar” dinheiro vivo para Vorcaro. Ele também teria movimentado cerca de R$ 1,3 bilhão em malas de viagem entre 2020 a 2025.
Transferências para fundo nos Estados Unidos
Freixo teria relatado ainda sete transferências, solicitadas por Vorcaro, para o Havengate Development Fund, sediado no Texas, nos Estados Unidos. O total teria sido de US$ 12,3 milhões, destinado à produção do filme.
O fundo é administrado pelo advogado Paulo Calixto, próximo do ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL). Uma das linhas de investigação da Polícia Federal (PF) apura se parte dos recursos do filme foi usada para custear a permanência de Eduardo nos Estados Unidos. Ele se mudou para o país em 2025, alegando perseguição política do ministro Alexandre de Moraes, e nega ter recebido dinheiro da produção.
O caso veio a público em maio de 2026, após gravações mostrarem o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República, conversando com Vorcaro sobre aportes de até R$ 134 milhões para a cinebiografia do pai. Flávio confirmou ter pedido apoio financeiro e negou irregularidades. Pelo menos R$ 61 milhões teriam sido repassados ao filme.








