São Paulo, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% São Paulo 18°C 18° / 24°
Entretenimento

Freida McFadden revela método para criar suspense e manter leitores em ritmo acelerado

A autora diz que parte da reviravolta, corta trechos para preservar o ritmo e não usa inteligência artificial na escrita.

Freida McFadden revela método para criar suspense e manter leitores em ritmo acelerado
Foto: Mira Whiting/Divulgação

Freida McFadden construiu uma carreira de 33 títulos desde que começou a publicar de forma independente na Amazon, em 2013. Seus thrillers já venderam mais de 36 milhões de exemplares no mundo, e a autora afirma que planeja a principal reviravolta antes de iniciar cada livro.

A estratégia ganhou projeção com “A Empregada”, lançado em 2022. O romance levou quase uma década para transformar McFadden em um dos nomes mais conhecidos do suspense comercial. A adaptação para o cinema, com Sydney Sweeney e Amanda Seyfried, arrecadou US$ 400 milhões nas bilheterias mundiais, cerca de R$ 2 bilhões.

Escrita guiada pelo ritmo

McFadden afirma que prefere uma narrativa simples e elimina descrições ou cenas que possam reduzir a velocidade da história. “Não quero que haja um momento em que o leitor fique entediado”, diz.

Se a solução imaginada para o enredo não funciona, ela muda o caminho da trama. A autora também usa informações ocultas e omissões para conduzir as expectativas do público. “Eu tento não mentir, mas adoro manipular os leitores e suas expectativas”, afirma.

Os livros têm capítulos curtos, ganchos frequentes e sucessivas reviravoltas. O estilo já foi comparado ao de James Patterson e descrito como “popcorn fiction”, ou ficção pipoca. McFadden diz que seu objetivo é criar obras que possam ser terminadas em um ou dois dias e atrair pessoas que não costumam ler.

No Brasil, “Nunca Minta”, publicado pela Record, aparece entre os livros mais vendidos da autora. A editora também lançou “A Contadora”, “A Professora”, “O Acidente”, “A Intrusa”, “A Inquilina” e “Ala D”. “A Empregada” saiu pela Arqueiro.

Da medicina aos thrillers

O nome verdadeiro da escritora é Sara Cohen. Ela é médica especializada em reabilitação e neurocirurgia, formação que influenciou seus primeiros livros. “The Devil Wears Scrubs”, de 2013, acompanha uma jovem médica, enquanto “Brain Damage” trata de uma mulher em recuperação de uma lesão cerebral. Os dois títulos ainda não foram publicados no Brasil.

Robin Cook, autor de “Coma” e “Cérebro”, foi uma influência para McFadden desde a adolescência. Ela afirma que o conhecimento médico facilita a escrita sobre ferimentos e doenças, mas não elimina a necessidade de pesquisa. A autora também diz nunca ter descartado uma reviravolta por considerá-la clinicamente impossível.

Cohen teve o primeiro prêmio em prosa no quarto concurso de escrita do Institute for Medicine in Contemporary Society, em março de 2002, quando era estudante do primeiro ano de medicina na Universidade de Stony Brook, no estado americano de Nova York. A premiação ocorreu quase uma década antes do lançamento de seu primeiro romance.

A identidade de Cohen só se tornou pública cinco meses antes da entrevista. Durante anos, ela manteve separadas a vida pessoal e a persona literária. Em eventos, costumava usar perucas, que, segundo a autora, eram uma tentativa de lidar com o próprio cabelo.

Sucesso, adaptação e próximos livros

McFadden diz não saber por que “A Empregada” alcançou repercussão maior que seus trabalhos anteriores. Antes do lançamento, “A Sete Chaves” estava entre os primeiros lugares da Amazon e ajudou a levar leitores ao novo romance.

A versão cinematográfica, dirigida por Paul Feig, alterou o desfecho do livro. A escritora aprovou a mudança e afirmou que o final funcionou melhor na tela.

Agora, ela busca criar novas reviravoltas sem repetir fórmulas. Seu próximo livro é “The Witch”, definido como sua primeira experiência com o thriller histórico, com lançamento previsto para outubro nos Estados Unidos.

McFadden também negou usar inteligência artificial no processo de escrita e disse não acreditar que autores devam empregar a tecnologia em suas obras.

Texto produzido pela Redação Janela do Fato com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

NewsletterCinco leituras por manhã.

Mais lidos

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5